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5 de fevereiro, 2026

Vinte milhões de brasileiros convivem com o diabetes, e a nutrição clínica faz parte da solução

Diabetes Pós-graduação

Introdução

A diabetes tem se tornado cada vez mais presente na vida dos brasileiros. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de diagnósticos cresceu 135% nas últimas duas décadas e, em 2024, quase 20 milhões de adultos já conviviam com a condição.

Mais do que estatísticas, esse cenário fala sobre pessoas reais, que buscam equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida — e é nesse caminho que a nutrição clínica se torna uma grande aliada no cuidado diário com a saúde.

Vamos entender um pouco mais sobre o assunto?

Antes de tudo, o que é diabetes?

Há vários tipos de diabetes, mas especificamente a diabetes do tipo 2, que mais acomete a população, é uma condição crônica que acontece quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la da forma adequada. 

A insulina é um hormônio essencial que ajuda a levar a glicose para dentro das células, onde ela é usada como fonte de energia.  

Quando esse processo não funciona bem, a glicose se acumula no sangue, o que exige cuidados contínuos para manter a saúde e o bem-estar.

Como iniciar o tratamento nos pacientes?

O nutricionista deve entender que o início do tratamento deve partir da meta clínica, e não diretamente do cardápio.  

 É importante definir: 

  • HbA1c alvo; 
  • Peso/composição corporal; 
  • Pressão arterial; 
  • perfil lipídico. 

Afinal, pacientes que aprendem a ler rótulos, montar o prato, planejar refeições e reconhecer fome/saciedade têm melhor adesão e menor HbA1c. 

Sem esses parâmetros, a prescrição tende a ser genérica e pouco estratégica. Na prática clínica, vale sempre se perguntar: o que precisa ser priorizado neste momento: a glicemia pós-prandial, a perda de peso ou a melhora da resistência à insulina? 

As diretrizes atuais reforçam a necessidade de priorizar a qualidade do carboidrato e o consumo adequado de fibras, reduzir alimentos ultraprocessados e controlar a carga glicêmica total da refeição.

Diabetes iPGS

Qual é o papel da nutricionista?

O papel do nutricionista vai muito além da prescrição alimentar. No contexto da diabetes, sua atuação é estratégica e integrada, considerando que o comportamento faz parte essencial do protocolo de cuidado. Esse acompanhamento envolve: 

  • Rotina, ajudando a estruturar horários e hábitos sustentáveis; 
  • Sono, fundamental para o controle metabólico; 
  • Estresse, que impacta diretamente as escolhas alimentares. 

O nutricionista contribui para resultados mais consistentes, realistas e duradouros, personalizando de acordo com a cultura alimentar, preferências, acesso financeiro e contexto familiar.  

Com base na ciência e no contexto clínico, é necessário priorizar a qualidade do carboidrato e fibras, reduzir ultraprocessados e controlar carga glicêmica global da refeição. 

Como a iPGS pode te ajudar?

Com a Pós-Graduação em Nutrição Clínica em Endocrinologia e Metabolismo, os profissionais estarão aptos para atender com segurança, autonomia e confiança na área endócrina.  

É uma especialização prática e atual, que ensina a interpretar exames, compreender mecanismos hormonais e metabólicos, elaborar planos alimentares personalizados e aplicar estratégias avançadas — como modulação nutricional, crononutrição e fitoterapia — sempre com base científica e foco na realidade do consultório.

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Fonte: Diabetes cresce 135% no Brasil em duas décadas, afirma Ministério da Saúde; entenda por quê. Bernardo Yoneshigue, O GLOBO, jan.  

Publicado por: IPGS • Conteúdo voltado a profissionais de saúde. Este artigo tem finalidade educacional e não substitui avaliação clínica individual. 

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