23 de janeiro, 2026
Sabia que livros, séries, podcasts e filmes também podem contribuir para a promoção da saúde? Melhor ainda: nos ajudar a refletir sobre a prática da nutrição e do comportamento alimentar. A profissão não se limita a dietas, cardápios, medidas e a balança – ela envolve autoestima, escuta, apoio e acolhimento que vão além do consultório.
E existem filmes que ajudam tanto pacientes quanto profissionais a gerar identificação, empatia e novas formas de compreender a relação com o corpo e a alimentação. Um bom exemplo é o filme Pequena Miss Sunshine (2006).
Vamos entender mais sobre o assunto?
O comportamento alimentar é construído ao longo da vida, a partir das nossas experiências com a comida. Ele reflete como nos sentimos, pensamos e agimos no momento de comer.
Em algumas situações, mudanças muito intensas podem evoluir para transtornos alimentares. Mas, na maioria das vezes, o que vemos são alterações mais sutis e comuns, que não recebem um diagnóstico, mas que ainda assim podem afetar a saúde, o bem-estar e a relação com o próprio corpo.
Reconhecer esses comportamentos é um passo importante para construir uma relação mais consciente, leve e saudável com a alimentação.
Em 2026, o filme completa 20 anos e continua atual. A história acompanha Olive, uma menina que foge dos padrões dos concursos de beleza infantis, e mostra, de forma sensível e bem-humorada, como a sociedade impõe desde cedo ideias irreais sobre corpo e sucesso.
O filme também nos convida a olhar para quem caminha ao lado dela: sua família. Mesmo com diferenças, conflitos e imperfeições, eles oferecem apoio e aceitação incondicionais. Esse suporte emocional é fundamental para que qualquer pessoa consiga cuidar da própria saúde de forma mais leve e duradoura — inclusive na relação com a alimentação.
Ao mesmo tempo, o longa deixa claro que a alimentação acaba ficando em segundo plano. As refeições em família aparecem, em sua maioria, associadas a alimentos industrializados e frituras, o que reforça como, muitas vezes, o cuidado com a comida não recebe a mesma atenção que outros aspectos da vida.
Assim como Olive só consegue se sentir segura e feliz porque é aceita, pacientes também precisam de profissionais que escutem, acolham e incentivem. Mais do que conhecimento científico sobre Nutrição e Comportamento Alimentar, compreender a história, a rotina e o contexto de cada pessoa faz toda a diferença no processo de reeducação alimentar.
Por isso, acompanhamentos individualizados, baseados no diálogo, no respeito e na construção conjunta de escolhas possíveis, são essenciais para promover mudanças reais, sustentáveis e alinhadas com a vida de cada paciente.
Para profissionais da saúde, como nutrição e psicologia, a pós-graduação em Comportamento Alimentar da iPGS ensina, com especialistas, como as influências socioculturais, neurociências e práticas clínicas impactam o Comportamento Alimentar. Se matricule e descubra estratégias inovadoras para aplicar e fortalecer sua atuação no dia a dia.

Para auxiliar profissionais de saúde a terem um olhar biopsicossocial do indivíduo que tratam, a nutricionista Patrícia Damé lançou o livro Manejo do Comportamento Alimentar, que trata do Comportamento Alimentar em adultos, idosos e, claro, em crianças.
A obra propõe técnicas para um atendimento focado no comportamento, baseadas em evidências científicas e as terapias contextuais. Patrícia afirma a necessidade de compreender as diferentes esferas que compõem o Comportamento Alimentar e a construir junto ao paciente uma relação mais saudável e flexível com a comida.
Publicado por: IPGS • Conteúdo voltado a profissionais de saúde. Este artigo tem finalidade educacional e não substitui avaliação clínica individual.
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