23 de março, 2026
O Se você abrir uma geladeira de mercado hoje, vai perceber que os energéticos mudaram de cara. Não são mais apenas aquelas latas coloridas prometendo energia extrema.
Agora aparecem com rótulos vindos da tendência de ‘wellness’: energia limpa, foco mental, performance cognitiva e ingredientes naturais.
Bom, bem-vindo(a) à nova geração de energéticos ‘better for you’: bebidas que tentam parecer mais saudáveis. Mas será que elas realmente são?
Primeiramente, precisamos falar sobre o consumo global de energéticos que cresce cerca de 7% a 8% ao ano. Com essa expansão surgiu uma nova categoria de bebidas que prometem energia com ingredientes considerados mais naturais ou funcionais, como:
À primeira vista, a fórmula parece mais sofisticada, mas isso não significa automaticamente um perfil metabólico mais seguro. Independentemente da narrativa do rótulo, o principal responsável pelo efeito estimulante continua sendo a cafeína.
Mesmo com a quantidade ideal sendo 80 mg a 200 mg de cafeína por porção em muitos energéticos, algumas latas ultrapassam 300 mg!
Essa combinação pode gerar efeito estimulante sinérgico, aumentando frequência cardíaca, pressão arterial e ativação do sistema nervoso simpático.
Estudos clínicos apontam associação entre energéticos e aumento da pressão arterial e arritmias em indivíduos suscetíveis. Pesquisas conduzidas por autores como Svatikova e Fletcher investigaram esses efeitos cardiovasculares. Por isso, lembramos que o consumo pode se tornar um problema a partir:
E é exatamente aqui que o nutricionista entra como peça-chave.
E atenção: outro comportamento comum é combinar energéticos com café ou pré-treinos no mesmo dia, aumentando ainda mais a carga total de estimulantes.
Mais do que demonizar ou incentivar o consumo, o nutricionista precisa avaliar o contexto de uso, analisar a composição do produto e considerar o total diário de cafeína.
Avaliando a rotina de sono e alimentação.
Avaliando a composição do produto;
Considerando ingestão total de cafeína;
Orientando limites seguros;
Além de se perguntar: se alguém precisa recorrer constantemente a estimulantes para conseguir funcionar ao longo do dia, talvez a questão não esteja apenas na bebida. Muitas vezes isso reflete privação de sono, excesso de trabalho, estresse crônico ou alimentação irregular, e energéticos podem gerar alerta momentâneo, mas dificilmente resolvem a causa do cansaço persistente.
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Publicado por: IPGS • Conteúdo voltado a profissionais de saúde. Este artigo tem finalidade educacional e não substitui avaliação clínica individual.
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