Países da América do Sul promovem consumo de pescado

De acordo com a FAO, o consumo per capita de pescado na América Latina e no Caribe é de 10,5 quilos por habitante (dados de 2017).

Embora alguns países estejam acima da média – como Peru (25,1 Kg) e Chile (12 Kg) – há muito espaço para aumentar o consumo de pescado e contribuir para a segurança alimentar, a erradicação da pobreza e o uso sustentável dos recursos naturais.

“A pesca artesanal fornece até 85% do pescado consumido em alguns países da região e constitui a principal fonte de proteína animal para centenas de comunidades, muitas delas indígenas”, explicou José Aguilar Manjarrez, Diretor de Pesca e Aquicultura da FAO.

Para compartilhar experiências; promover o diálogo entre as autoridades e os pescadores artesanais e piscicultores; promover educação e comunicação sobre consumo de pescado e cadeias de valor sustentáveis e inclusivas na pesca e aquicultura artesanal, com melhores canais de comercialização e agregação de valor com novos produtos, a FAO organizou o webinar Consumo de pescado na América do Sul ‐ Perspectivas para aumentar sua contribuição na nutrição das pessoas.

O evento contou com a presença do Vice-Ministro de Pesca e Aquicultura do Peru, Mario Jesús Cavero, autoridades da FAO, governos e pesquisadores.


Experiências compartilhadas

No Brasil, a produção total de pescado chega a cerca de 1,6 milhão de toneladas por ano, e a aquicultura responde por cerca de 50% disso (segundo dados da FAO).

O país busca promover um aumento ainda maior no consumo de pescado por meio do programa nacional de alimentação escolar (PNAE), a exemplo do projeto “Coma Mais Peixe”, a semana do peixe e o Festival Nacional do Tambaqui da Amazônia.

No Brasil, a produção aquícola apresenta um aumento constante de 3 a 7% ao ano, desde 2013. A piscicultura cresce em média 7% ao ano e gera mais de um milhão de empregos diretos.

O Chile está entre os 10 maiores produtores mundiais de pesca de captura; é o segundo produtor internacional de salmonídeos (depois da Noruega); o terceiro produtor mundial de mariscos; e um dos cinco maiores exportadores de pescado e produtos da pesca (segundo dados da FAO).

A Subsecretaria de Pesca e Aquicultura do Chile busca aumentar o consumo per capita de frutos do mar em mais 7 quilos até 2027, para chegar a 20 Kg por pessoa por ano. O Chile também está trabalhando ativamente para aumentar o consumo nas escolas, de 4 para 8 vezes por mês, para atingir 1,6 milhão de alunos no país.

No Peru, o programa nacional "A Comer Pescado" promoveu a promoção de plataformas comerciais, o consumo de pescado nas escolas e o empoderamento dos pescadores artesanais para implementar práticas de manejo sustentável e realizar a comercialização direta.

 

Ano Internacional da Pesca e da Aquicultura Artesanais 2022

Este ano as Nações Unidas celebram o Ano Internacional da Pesca e da Aquicultura Artesanais e a FAO é o principal organismo impulsionador, em colaboração com outras organizações e órgãos relevantes do sistema das Nações Unidas.

O Ano Internacional da Pesca e da Aquicultura Artesanais reconhece a natureza variada da pesca artesanal e da aquicultura, e os diversos atores envolvidos nela, bem como a importante contribuição que eles dão para a segurança alimentar global, melhor nutrição e a realização do Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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