Saúde planeja estratégias de prevenção à Síndrome Alcóolica Fetal

Na semana em que profissionais de saúde de todo o mundo realizam ações em alusão ao Dia da Prevenção da Síndrome Alcóolica Fetal (SAF), o Ministério da Saúde instituiu grupo de trabalho para elaboração do Plano de Vigilância Integrada de Fatores de Risco para Anomalias Congênitas no Brasil.

O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação interfere na formação do embrião, especialmente do sistema nervoso central, podendo resultar em anomalias congênitas como a microcefalia, alterações faciais e em outros órgãos. O álcool também pode ocasionar na criança problemas de crescimento, distúrbios comportamentais e deficiência intelectual.

O grupo de trabalho, coordenado pelo Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis (DASNT) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), terá a atribuição de realizar o levantamento das fontes de dados, com base nos sistemas de informação do Ministério. Informações que serão utilizadas para análise de diagnóstico dos fatores de risco para a ocorrência de anomalias congênitas - ou seja, alterações estruturais do desenvolvimento fetal, cuja origem ocorre antes do nascimento.

 

Saiba mais sobre a SAF

A Síndrome Alcóolica Fetal é 100% evitável, desde que as gestantes se abstenham do consumo de álcool em qualquer momento da gravidez, visto que não há dose, tampouco momento seguro para o consumo de álcool durante a gestação.

Bebês com SAF podem apresentar prejuízos no desempenho escolar e nas interações sociais, mas as consequências variam a cada caso e podem perdurar por toda a vida, visto que não há cura para a doença.

O diagnóstico precoce é importante, pois existem tratamentos específicos que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas e suas famílias. Assim como no caso da SAF, muitos outros tipos de anomalias congênitas são potencialmente evitáveis através do monitoramento e controle ou eliminação de fatores de risco, como doenças maternas ou exposição gestacional a drogas, medicações, infecções, entre outros.

No Brasil, as anomalias congênitas representam a segunda principal causa de mortalidade em crianças com menos de 5 anos, mas, assim como no caso da SAF, muitas podem ser prevenidas ou tratadas, quando diagnosticadas oportunamente.

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