Ministros da Saúde de países do Mercosul assinam acordo para proteção de dietas tradicionais

Como informa o CFN, no dia 16 de junho os ministros da Saúde dos países que compõem o Mercosul assinaram um acordo para a Proteção das Dietas Tradicionais, levando em consideração a prevalência de sobrepeso, obesidade e doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Essas doenças representam um dos maiores problemas de saúde pública da região, e orienta a valorização das dietas tradicionais enquanto ferramenta para promoção da alimentação saudável e adequada à cultura alimentar de cada país.

A nutricionista Darlene Ramos, diretora-tesoureira do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), que representa o Brasil no Comitê de Nutricionistas do Mercosul (Conumer) avalia positivamente a assinatura do acordo. “Sabemos que o consumo de alimentos ultraprocessados contribui para o aumento das DCNT. A assinatura do acordo é um importante passo na promoção da alimentação adequada e saudável, respeitando e valorizando os alimentos regionais in natura que fazem parte da cultura de cada país”.

A expectativa agora é pelo desenvolvimento de ações de promoção da alimentação adequada e saudável, reforçando a importância de investimentos, elaboração e divulgação de materiais educativos de forma integrada. A iniciativa contribui na divulgação da variedade de alimentos produzidos no Mercosul, estimulando o resgate, reconhecimento e incorporação desses alimentos no dia a dia das práticas alimentares. A ação reforça a necessidade de melhoria do padrão alimentar e nutricional, contribuindo para a garantia do direito humano à alimentação adequada (DHAA) e da segurança alimentar e nutricional da população dos países que fazem parte do Mercosul.

Aqui você pode conferir o Acordo para a Proteção das Dietas Tradicionais.

 

AGENDA 2030

O documento destaca que a melhoria dos sistemas alimentares faz parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O texto também aponta que, a Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) alertam sobre o aumento do consumo de ultraprocessados com excessivo teor de açúcares, gorduras e sódio e consequente diminuição no consumo de alimentos frescos e minimamente processados.

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