O USO DE BCAA ASSOCIADO À PRÁTICA DE EXERCICIOS FÍSICOS
22/10/2018 | Colunista: Marcelo Camargo | Categoria: Esporte
O USO DE BCAA ASSOCIADO À PRÁTICA DE EXERCICIOS FÍSICOS

Nos últimos meses, observa-se uma crescente discussão sobre a prescrição de BCAA associada à prática de exercícios físicos. Nota-se um posicionamento claro de profissionais da área da saúde defendendo a importância do seu uso e outros tantos alegando ser inapropriado o seu consumo. Mas, afinal, qual posicionamento está correto?

Convém destacar que não há pretensão por um fim deste debate, mas sim tentar contribuir de forma positiva sobre essa temática, levando-se em consideração as evidências científicas existentes até o presente momento.

Para esse artigo, foram utilizados como referências periódicos da plataforma de pesquisa online PubMed.

Na busca de periódicos notou-se que a mais de trinta e cinco anos o uso de BCAA e exercício é estudado, indicando já haver certa robustez nas evidências sobre esse tema.

Os 243 periódicos localizados foram classificados da seguinte maneira: estudos experimentais em modelo animal e estudos em humanos. Já os estudos em humanos foram classificados em transversais, série de casos, ensaios clínicos e revisões simples e sistemáticas.

Nos 44 estudos em modelo animal notou-se uma grande coesão com relação aos seus resultados, cuja a grande maioria aponta para a eficácia do uso de BCAA. Contudo, com relação aos estudos em humanos (199), os resultados foram mais variáveis.

Como explicar isso? Uma certa homogeneidade nos resultados dos estudos em modelo animal pode ser explicada pelo ambiente controlado em que ocorrem, onde a cobaia, a quantidade de suplementação, o tempo e a intensidade de treinamento são muito similares. Por outro lado, essas variáveis, além de outras, são muito mais difíceis de serem controladas nos estudos em humanos.

 Por fim, há evidências do benefício do uso de BCAA, como no processo de cicatrização e recuperação dos tecidos musculares, além de sua ação anticatabólica. Contudo devem ser observadas desde as características clínicas dos participantes dos estudos - como idade e grau de treinamento, passando pelo tipo, intensidade e tempo de exercício além da dose e do horário da suplementação.  



Deixe seu comentário
Comentários
Esta publicação ainda não possui comentários