NUTRIÇÃO NAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS ALÉRGICAS NA INFÂNCIA
03/11/2017 | Colunista: Gabriela Carra Forte | Categoria: Nutrição
NUTRIÇÃO NAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS ALÉRGICAS NA INFÂNCIA

Ao longo das últimas décadas, a prevalência mundial de doenças respiratórias alérgicas, na infância, aumentou significativamente. As duas principais são rinite e asma. A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas inferiores, com consequente obstrução do fluxo aéreo. Já a rinite alérgica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas superiores caracterizadas por rinorreia, espirros e pruridos. Uma das causas da rinite alérgica é o consumo elevado de gorduras e baixo consumo de carboidratos.  Já o excesso de peso, a elevada ingestão de gorduras, sódio e carboidratos refinados e a baixa ingestão de vitaminas A, D e E estão fortemente associados à presença de asma.

 

Dieta e nutrição, graças a sua capacidade de regular o sistema imunológico, são fatores de risco comportamentais modificáveis que influenciam o desenvolvimento e a progressão da doença respiratória alérgica. Por isso, a atenção à nutrição adequada nos primeiros 1000 dias é muito importante para a saúde respiratória nas fases subsequentes. A amamentação, além dos inúmeros benefícios para o bebê, também tem efeitos benéficos nas infecções respiratórias, sobretudo, quando por um período superior a seis meses. Durante a alimentação complementar, não há evidências para evitar ou encorajar exposição das crianças a alimentos "altamente alergênicos". No entanto, é preciso estar atento à qualidade da dieta, em termos de ingestão de micronutrientes (ferro, zinco, selênio, vitamina A, D, C, E, flavonoides e carotenoides e ômega-3), pois têm um papel importante na proteção do trato respiratório.

 

Por conseguinte, na infância, o padrão alimentar mediterrâneo (rico em grãos integrais, peixes, frutas e verduras, moderada ingestão de azeite de oliva e baixa ingestão de carne vermelha) tem sido associado a um menor risco de atopia, sibilância, asma e rinite. Recomenda-se ainda que o consumo de alimentos fontes de micronutrientes, antioxidantes e ácidos graxos essenciais deva ser preferido à suplementação oral, com exceção da vitamina D.



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