FORMAÇÃO DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR: O QUE VOCÊ ENSINA AO SEU FILHO?
14/09/2018 | Colunista: Danielle Andrade Rocha | Categoria: Nutrição
FORMAÇÃO DO COMPORTAMENTO ALIMENTAR: O QUE VOCÊ ENSINA AO SEU FILHO?

Para falarmos da formação e manutenção do comportamento alimentar, a Nutricionista e docente do curso de Pós-graduação em Comportamento Alimentar do iPGS, Danielle Rocha, inicia esse texto com algumas perguntas: Como você e sua família se relacionam com a comida?  Você já parou para pensar em como você se relaciona com a comida? Comer é algo extremamente prazeroso ou penoso? Pensa sempre em perder ou ganhar peso, ficar mais forte ou “secar” gordura ou ainda, em milagres para “perder barriga”? Já pensou também qual é o exemplo que você tem dado às crianças sobre isso? Será que essa criança vai crescer comendo escondida, com culpa, achando que nunca mais poderá comer um bombom sem engordar? Dizendo que não tem força de vontade e determinação por ter tomado um sorvete? Ou será que ela percebe que não existem alimentos ‘mocinhos’ e ‘vilões’? Que ela pode ser feliz e ter satisfação comendo sem medo e culpa e com prazer, além de ser respeitada quanto sua fome e saciedade, mas acima de tudo, que ela respeite sua fome e saciedade?

Você sabia que esse tipo de comportamento pode te fazer sofrer e viver sempre na esperança do “serei mais feliz quando emagrecer”? Por que não ser feliz agora e aprender a comer melhor? Já pensou em se relacionar (e permitir que a criança se relacione) de uma forma saudável com os alimentos, observando todas os seus benefícios, sabores e prazeres e não apenas perceber quantas calorias, proteínas e carboidratos há ali?

O nosso relacionamento com os alimentos se inicia na gestação e é reforçada durante toda a primeira infância (do nascimento/aleitamento materno até o final do segundo ano – conhecido hoje como ‘primeiros 1000 dias do bebê’). Por isso a importância da mãe ter uma alimentação variada e equilibrada, mas acima de tudo, trabalhar e melhorar cada dia mais sua relação com o alimento, sendo assim a mãe e os familiares mais próximos os primeiros e principais exemplos para o bebê.

Quando eles crescem um pouquinho, a escola tem papel fundamental (mas não essencial) na construção das preferências, aversões e modo de ver a comida.  Por isso é tão importante as vivências na escola, lá também aprendem as “regras de convivência” que são ensinadas durante as refeições e a alimentação vai ganhando seu contexto social.

Fazer boas escolhas nem sempre é fácil, assim como uma criança que está aprendendo a andar e precisa de várias tentativas e apoio até aprender a dar passos firmes, nós precisamos de orientação e apoio para planejar a alimentação nas diversas etapas da vida, já que a necessidade nutricional é distinta em cada momento. Mas se estivermos dispostos a ajudar essa criança focando na qualidade e no prazer da refeição e não na quantidade que ela irá comer, respeitando seu tempo, fome e saciedade, não obrigando/forçando/chantageando/distraindo para que coma...com toda a certeza estaremos ensinando e transmitindo que o comer bem e sem culpa fazem bem não só para o corpo, mas acima de tudo para a alma!



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