CHECK LIST CIRÚRGICO
27/10/2017 | Colunista: Dayanne Klein Pastoriza | Categoria: Saúde
CHECK LIST CIRÚRGICO

Atualmente o tema segurança está presente em muitos assuntos do nosso cotidiano sendo amplamente discutido. Corroborando com a atualidade, a segurança na área da saúde não poderia ficar de fora desta discussão, devido à necessidade em promover segurança nas ações de assistência à saúde.

Ao encontro deste tema em 2008, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha "Cirurgias Seguras Salvam Vidas", que tem por objetivo estabelecer planos e metas que reduzam a ocorrência de danos ao paciente cirúrgico. Neste mesmo ano a OMS apresentou dados alarmantes: ocorreram 234 milhões de cirurgias em todo o mundo e 7 milhões destas resultaram em complicações aos pacientes.

Sabendo-se destes dados, não seria possível não utilizar do conhecimento técnico-cientifico existente no mundo. Por isso, a OMS juntamente com a Universidade de Harvard lançou a campanha e com ela um check-list composto de 3 fases para ser realizado em cirurgias, a fim de promover um ambiente seguro no centro cirúrgico.

Confira as 3 fases do check list:

- Identificação ou Sig in (antes de indução anestésica): Neste momento é verificado verbalmente todas as informações pertinentes ao procedimento cirúrgico, que incluem identificação do paciente, procedimento a ser realizado, local da cirurgia, lateralidade correta quando houver e ainda confirmar com o(a) anestesista e cirurgião possíveis riscos existentes ao paciente.

 - Confirmação ou Time out (antes da incisão na pele): Com todos os profissionais presentes, na sala de cirurgia, confirmam verbalmente nome e função, identificação do paciente, do procedimento e local cirúrgico, pontos críticos do procedimento, se houve ou não uso de antibióticos nos últimos 60 min e disponibilidade de exames.

 - Registro ou Sign out (antes do paciente sair da sala cirúrgica): Novamente, verbalmente, confirmam se os instrumentais e compressas estão com as quantidades corretas em relação ao início da cirurgia, rotula-se peças anatômicas ou amostras obtidas, checa-se a ocorrência de danos em algum equipamento e traça-se plano de cuidados pós-operatório. Todas as etapas devem ser realizadas por um coordenador que pode ser qualquer membro da equipe.

Medidas simples como a realização de check-list podem evitar complicações e mortalidades decorrentes a falhas do processo cirúrgico, estima-se que o check-list dure em torno de 3 minutos. A não realização se dá, muitas vezes, por desconhecimento ou até mesmo por insegurança dos envolvidos na equipe, é de suma importância o incentivo por parte dos hospitais para a realização dessa ação, um grande passo para que a cultura de segurança na sala cirúrgica aumente.



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