A Nutrição nos primeiros mil dias de vida

Você sabe o que são os mil dias que contam da vida dos bebês? E por que esse período é especialmente importante para o desenvolvimento das crianças?

Essa são algumas das informações que você encontrará no nosso post de hoje. Vamos esclarecer as principais dúvidas sobre nutrição nos primeiros mil dias de vida, e ainda abordar outras questões relacionadas à Nutrição Materno Infantil, como intolerância alimentar e alergia na infância, comportamento alimentar na gestação e muito mais.

Confira o post completo abaixo!

 

Sumário

Os primeiros mil dias de vida

Nutrição nos primeiros mil dias

Alimentação nas outras fases de crescimento

Intolerância Alimentar e Alergia na Infância

Comportamento Alimentar na Gestação

Especialização em Nutrição Materno Infantil

FAQ

 

Os primeiros mil dias de vida

Nesse período da vida, acontece a maior fase de crescimento do ser humano.

Esses são os anos mais fundamentais para o desenvolvimento dos sistemas nervoso e imunológico, assim como para formação de hábitos básicos de vida, que aumentarão as chances dele se tornar um adulto saudável.

A contagem dos 1000 dias começa na gravidez, pois a gestação já começa a impactar a saúde do bebê.

Além disso, o desenvolvimento neurológico também já é intenso na vida intrauterina.

Também podemos destacar o fato de que metade do crescimento do cérebro ocorre até o segundo ano de vida.

Dessa forma, apesar do bebê já nascer com o cérebro desenvolvido nos pontos sensoriais, é nesse período que o órgão passa pelas maiores modificações cognitivas.

 

Nutrição nos primeiros mil dias

A alimentação apropriada para os primeiros 1000 dias, segundo indica a própria OMS, inclui inicialmente uma dieta equilibrada da mãe na gravidez.

Depois, a orientação geral é o aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida do bebê.

A partir daí, inicia-se a fase da introdução alimentar, com as primeiras experiências de introdução de alimentos, como água, sucos, chás e papinhas. É importante que esses alimentos sejam pastosos para facilitar ao máximo a digestão do bebê.

As crianças, de forma geral, triplicam o peso ainda no primeiro ano de vida. Até os dois anos, acontece a formação de boa parte dos hábitos alimentares que podem levar por toda vida.

Por isso, por vários aspectos, os primeiros mil dias de vida constituem uma das fases mais intensas para o desenvolvimento físico e mental do ser humano.

Assim, a nutrição durante esse período tem um impacto profundo na capacidade das crianças de crescer, aprender e se desenvolver da melhor forma.

Dessa forma, alimentar o bebê de forma adequada nesse período também evita dificuldades de aprendizado, doenças crônicas de longo prazo e um maior índice de mortalidade.

 

Alimentação nas outras fases de crescimento

As diferentes fases do crescimento durante a infância exigem orientações alimentares específicas. As crianças vão desenvolvendo novas necessidades energéticas e nutricionais com o passar dos anos.

Uma orientação especializada ajuda na prevenção de doenças e distúrbios tanto na infância quanto na vida adulta.

Após os dois anos, até por volta dos sete, inicia-se uma fase que é comumente conhecida como pré-escolar.

Nessa etapa, a criança começa a elaborar o padrão alimentar que terá no futuro. Através dos sentidos, ela começa a desenvolver os seus gostos por certos alimentos, levando em consideração sabores, cheiros, texturas e até aparência.

O principal objetivo da nutrição nessa fase do desenvolvimento infantil é o ganho de peso, pois é uma fase de estruturação do crescimento. Por isso, a necessidade de consumo energético é maior.

Após a fase pré-escolar, tem início a fase escolar, que compreende geralmente o período entre os 7 e os 10 ou 12 anos de idade. Nessa fase, o cardápio do filho já está praticamente todo adaptado à dieta da família.

A criança também passa por um período de crescimento intenso, então sua necessidade energética é elevada, até pelo início das atividades físicas e mentais de maior intensidade, que exigem maior esforço. Esse aumento do gasto de energia é a razão pela qual se observa também um aumento de apetite.

Naturalmente, após a fase escolar, inicia-se a fase da adolescência, que se estende até se atingir definitivamente a vida adulta.

A adolescência se caracteriza por ser uma fase de grandes mudanças no desenvolvimento humano. A estrutura física se modifica bastante, tanto pelo crescimento contínuo quanto pelo período da puberdade.

Por isso, a necessidade nutricional também se modifica, e o atendimento por parte do nutricionista vai ficando cada vez mais personalizado, de acordo com o desenvolvimento do metabolismo de cada um.

 

Intolerância Alimentar e Alergia na Infância

Outra conhecimento importante se refere à intolerância alimentar e à alergia na infância.

As reações adversas a alimentos podem ser classificadas de duas maneiras: as imunológicas e as não-imunológicas.

As imunológicas, ou imuno-mediadas, são as alergias e hipersensibilidades alimentares, problema cada vez mais comum na infância, especialmente no 2º e 3º ano de vida. Já as não-imunológicas (não imuno-mediadas) são as intolerâncias alimentares.

São diversos os fatores que influenciam no desenvolvimentos das alergias e intolerâncias: genética, estilo de vida, exposição antigênica pregressa, disbiose são alguns deles.

As crianças com alergia alimentar podem apresentar deficiências nutricionais (resultando em menor crescimento), além de prejudicar no emocional, social, psicológico e capacidade física.

A alergia alimentar nada mais é do que uma resposta imune específica que acontece em resposta à exposição a um ou mais alimentos. Os alérgenos alimentares são componentes específicos do alimento ou de algum ingrediente do alimento, geralmente proteínas, que são reconhecidos pelo sistema imune.

Após serem reconhecidas, as reações imunológicas específicas começam, resultando nos sintomas que atingem principalmente os tratos digestivo, respiratório e tegumentar.

Os alimentos que são frequentemente relatados como causadores de alergias são o leite, ovos, amendoim, castanhas, peixe e soja.

As intolerâncias alimentares são reações não imunológicas onde não acontece direito a absorção dos hidratos de carbono.

Os sintomas que aparecem são muito variáveis, entre eles estão: dor e distensão abdominal, diarreia, constipação, cefaleia, eczema, urticária, fadiga, dor muscular, dificuldade de concentração, ansiedade ou depressão, entre outros.

Algumas das intolerâncias mais conhecidas são as intolerâncias ao glúten e à lactose.

 

Comportamento Alimentar na Gestação

Para agravar este processo, pouco se divulga que a gravidez pode ser um gatilho para um transtorno alimentar.

As mudanças que ocorrem durante a gravidez e o período pós-parto podem fazer com que as mulheres sintam que seus corpos estão fora de controle, proporcionando a aproximação com os transtornos do Comportamento Alimentar.

Uma gravidez sem percalços já exige fisicamente, psicologicamente e emocionalmente da gestante. Embora o ganho de peso seja necessário no desenvolvimento uma gravidez saudável, para quem tem transtornos alimentares, ter que ganhar peso pode ser assustador.

Muitos aspectos da gravidez podem ser desafiadores para qualquer mulher, como as diversas mudanças biológicas que ocorrem e o necessário ganho de peso.

Para uma mulher que está lutando contra um distúrbio alimentar ou dismorfia corporal, esses medos podem ser exacerbados a um nível totalmente novo, pois a batalha contra seu distúrbio alimentar é travada não apenas por sua própria vida, mas também pela vida de seu filho não nascido.

Distúrbios alimentares afetam cerca 1 a 2% das mulheres grávidas, chegando a 8% no transtorno da compulsão alimentar.

Para aquelas mulheres com histórico dessas doenças, há maior risco de recaída durante os períodos pré-natal e pós-parto.

Isso pode levar a comportamentos nocivos, como restringir alimentos, exercícios excessivos, compulsões e até comportamentos compensatórios, como vômito, por exemplo.

 

Especialização em Nutrição Materno Infantil

Se você quiser se aprofundar mais nos estudos sobre Nutrição Materno Infantil, a Faculdade iPGS possui um curso de especialização totalmente dedicado a essa área.

Ao longo do curso, o aluno adquire o conhecimento necessário para desenvolver todas as habilidades e competências necessárias para a resolução de situações práticas relativas à nutrição de gestantes, nutrizes, recém-nascidos, crianças e adolescentes.

Para quem desejar uma plataforma de estudo mais prática, há também diversos cursos de Educação Continuada que tratam sobre o tema.

Algumas opções são os cursos de Nutrição em Obstetrícia e Introdução Alimentar na Prática Clínica.

 

FAQ

O que são os mil dias contados na vida dos bebês?

O período que corresponde à gestão e os primeiros dois anos de vida da criança.

Porque esse período é importante?

Porque é um dos períodos de crescimento e desenvolvimento mais intensos e importante de toda a vida humana, e sua nutrição adequada impacta negativamente ou positivamente o potencial de crescimento de cada pessoa.

Qual é a duração da Especialização em Nutrição Materno Infantil?

9 meses.