A Nutrição na gravidez

Você conhece os principais segredos da nutrição durante a gravidez? Hoje vamos falar sobre isso!

Além de algumas dicas de alimentos e hábitos ideais para o período, também vamos falar sobre comportamento alimentar na gestação, transtornos alimentares, nutrição nas fases de crescimento da criança e muito mais.

Confira o post completo abaixo!

 

Sumário

Nutrição na Gravidez

A tabu do peso

Comportamento Alimentar na Gestação

Transtornos alimentares na gravidez

Nutrição nas diferentes fases de crescimento da infância

Especialização em Nutrição Materno Infantil

FAQ

 

Nutrição na Gravidez

Devemos manter uma alimentação equilibrada ao longo de toda a vida. Contudo, durante a gestação, a importância da alimentação aumenta, uma vez que implica diretamente no desenvolvimento do bebê.

Dessa forma, manter uma alimentação adequada ao longo do período de gestação exerce papel fundamental sobre os desfechos relacionados tanto à mãe quanto à criança.

Além de contribuir para prevenção de uma série de possíveis ocorrências negativas, assegura reservas biológicas necessárias ao parto e pós-parto, garante substrato para o período da lactação, como também favorece o ganho de peso adequado de acordo com o estado nutricional pré-gestacional.

Assim, as refeições das mulheres grávidas devem contemplar o maior número de grupos alimentares existentes. A gestante deverá consumir em sua dieta vegetais, frutas, carnes, ovos, leguminosas, cereais e derivados do leite.

Sempre que possível, os alimentos, incluindo as carnes, deverão ser assadas, grelhadas, ensopadas ou cozidas, evitando as frituras. Recomenda-se também não ingerir gordura vegetal hidrogenada e alimentos ultraprocessados nesse período.

Durante a gravidez, o estado nutricional tem um impacto muito significativo no bem-estar da mulher. Então, recomenda-se também a adoção de um estilo de vida saudável, com a prática de exercícios físicos e evitando situações de stress.

 

A tabu do peso

Durante o período da gravidez, existe um aumento no peso geral da mulher. Esse aumento é completamente natural, sendo ligado ao crescimento do próprio bebé, à formação da placenta, líquido amniótico, volume do útero e do sangue, aumento mamário e gordura de reserva, por exemplo.

Assim, o peso da mulher grávida ao longo da gestação também influencia o peso do bebê.

Um elevado ganho ponderal na mulher grávida não deixa de estar relacionado com um peso aumentado do bebê na altura do nascimento. Da mesma forma, um ganho ponderal inadequado durante a gravidez está associado a um aumento do risco de atraso de crescimento intrauterino e mortalidade perinatal.

Ainda existe um tabu muito grande em relação ao peso da mulher grávida, pois a sociedade já é gordofóbica como um todo, principalmente com as mulheres, e não perdoa nem uma gestação.

Contudo, o mais importante nesse momento é que a mulher foque sua atenção exclusivamente à sua saúde e à saúde do bebê, realizando o devido acompanhamento com profissionais especializados, como nutricionistas materno infantis.

 

Comportamento Alimentar na Gestação

Para agravar este processo, pouco se divulga que a gravidez também pode ser um gatilho para um transtorno alimentar.

As mudanças que ocorrem durante a gravidez e o período pós-parto podem fazer com que as mulheres sintam que seus corpos estão fora de controle, proporcionando a aproximação com os transtornos do Comportamento Alimentar.

Uma gravidez sem percalços já exige fisicamente, psicologicamente e emocionalmente da gestante. Embora o ganho de peso seja necessário no desenvolvimento uma gravidez saudável, para quem tem transtornos alimentares, ter que ganhar peso pode ser muito assustador.

Muitos aspectos da gravidez podem ser desafiadores para qualquer mulher, como as diversas mudanças biológicas que ocorrem e o necessário ganho de peso.

Para uma mulher que está lutando contra um distúrbio alimentar ou dismorfia corporal, esses medos podem ser exacerbados a um nível totalmente novo, pois a batalha contra seu distúrbio alimentar é travada não apenas por sua própria vida, mas também pela vida de seu filho não nascido.

Distúrbios alimentares afetam cerca 1 a 2% das mulheres grávidas, chegando a 8% no transtorno da compulsão alimentar.

Para aquelas mulheres com histórico dessas doenças, há maior risco de recaída durante os períodos pré-natal e pós-parto.

Isso pode levar a comportamentos nocivos, como restringir alimentos, exercícios excessivos, compulsões e até comportamentos compensatórios, como vômito, por exemplo.

 

Transtornos alimentares na gravidez

Dessa forma, toda a pressão em comer bem durante a gravidez e ganhar a quantidade certa de peso enquanto é pesada e medida em consultas de pré-natal pode ser um gatilho para mulheres que têm relações desafiadoras com a alimentação e seus corpos.

Fotos no Instagram de mulheres ostentando “gominhos” quando estavam grávidas de seis meses, e exibindo “barrigas negativas” apenas semanas após o nascimento, também não ajudam.

Muitos dos fundamentos psicológicos dos transtornos alimentares estão relacionados ao controle e à imagem corporal negativa.

Durante a gravidez, o corpo está inevitavelmente mudando. Para alguém que já luta com dificuldades de imagem corporal, mesmo que tenha alcançado um peso saudável, a gravidez pode ser muito complicada psicologicamente.

Assim, este pode se tornar um período de vulnerabilidade para o início, persistência ou recaída dos sintomas do transtorno alimentar.

Importante ressaltar que não há uma relação direta e independente de causalidade entre a gestação e os transtornos alimentares, não há uma única causa para um distúrbio alimentar.

Fatores biológicos, comportamentais, psicológicos, sociais e ambientais podem desempenhar um papel. Grandes mudanças de vida e trauma também podem desempenhar um papel significativo.

Inclusive, para muitas pacientes, a gravidez é um momento que incentiva o autocuidado e motiva a priorização do tratamento para um transtorno alimentar.

Tomar as medidas necessárias para apoiar a recuperação do transtorno alimentar pode ajudar a lhe dar a melhor experiência possível, ao mesmo tempo em que apoia sua saúde e bem-estar em geral.

 

Nutrição nas diferentes fases de crescimento da infância

As diferentes fases do crescimento durante a infância exigem orientações alimentares específicas, pois as crianças vão desenvolvendo novas necessidades energéticas e nutricionais com o passar dos anos.

As nomenclaturas das fases podem ter pequenas variações, mas as orientações gerais são comuns a todas intitulações. Porém, vale ressaltar que cada criança possui uma necessidade nutricional específica.

Por isso, todo o seu período de desenvolvimento na infância deve ser feito com acompanhamento de profissionais capacitados para suprir devidamente essas necessidades.

Essa orientação ajuda na prevenção de doenças e distúrbios tanto na infância quanto na vida adulta. Inicialmente, a alimentação do bebê deve idealmente ser feita exclusivamente através do leite materno.

Após cerca de 6 meses de vida, inicia-se o período da introdução alimentar, que, combinado ao aleitamento, dura até por volta dos 2 anos de idade. Após, as crianças passam a ter diferentes necessidades nutricionais.

Após os dois anos, até por volta dos sete, inicia-se uma fase que é comumente conhecida como pré-escolar.

Nessa etapa, a criança começa a elaborar o padrão alimentar que terá no futuro, pois, através dos sentidos, ela começa a desenvolver os seus gostos por certos alimentos, levando em consideração sabores, cheiros, texturas e até aparência.

O principal objetivo da nutrição nessa fase do desenvolvimento infantil é o ganho de peso, pois é uma fase de estruturação do crescimento. Por isso, a necessidade de consumo energético é maior.

Após a fase pré-escolar, tem início a fase escolar, que compreende geralmente o período entre os 7 e os 10 ou 12 anos de idade. Nessa fase, o cardápio do filho já está praticamente todo adaptado à dieta da família.

A criança também passa por um período de crescimento intenso, então sua necessidade energética é elevada, até pelo início das atividades físicas e mentais de maior intensidade, que exigem maior esforço. Esse aumento do gasto de energia é a razão pela qual se observa também um aumento de apetite.

Naturalmente, após a fase escolar, inicia-se a fase da adolescência, que se estende até se atingir definitivamente a vida adulta.

A adolescência se caracteriza por ser uma fase de grandes mudanças no desenvolvimento humano. A estrutura física se modifica bastante, tanto pelo crescimento contínuo quanto pelo período da puberdade.

Por isso, a necessidade nutricional também se modifica, e o atendimento por parte do nutricionista vai ficando cada vez mais personalizado, de acordo com o desenvolvimento do metabolismo de cada um.

 

Especialização em Nutrição Materno Infantil

Se você quiser se aprofundar mais nos estudos sobre Nutrição Materno Infantil, a Faculdade iPGS possui um curso de pós-graduação totalmente dedicado a essa área.

Ao longo do curso, o aluno adquire o conhecimento necessário para desenvolver todas as habilidades e competências necessárias para a resolução de situações práticas relativas à nutrição de gestantes, nutrizes, recém-nascidos, crianças e adolescentes.

 

Para quem desejar uma plataforma de estudo mais prática, há também diversos cursos de Educação Continuada que tratam sobre o tema. Algumas opções são os cursos de Nutrição nos Primeiros Mil Dias de Vida, Nutrição em Obstetrícia e Comportamento Alimentar na Infância e Adolescência.

 

FAQ

Qual é a melhor especialização dentro da Nutrição para atender mulheres grávidas? Nutrição Materno Infantil.

Existe alguma outra especialidade que também trabalha esse tema? A Nutrição em Pediatria após o nascimento da criança, e Comportamento Alimentar para cuidar mais da parte mental e psicológica.

Qual é a duração dos cursos de especialização em Nutrição Materno Infantil, Nutrição em Pediatria e Comportamento Alimentar? 9 meses, 12 meses e 12 meses, especificamente.