Empreendedorismo Feminino: Perspectivas e Desafios

 

A vida no empreendedorismo feminismo é cheia de desafios, e é preciso de muita dedicação para ter sucesso.

Há muito, as mulheres já estão acostumadas a fazer isso, pois, em muitos casos, além de trabalhar, ainda precisam realizar diversas outras atividades, como cuidar da família e da casa, também tudo ao mesmo tempo.

Por isso, empreender é apenas mais uma atividade que um número crescente de mulheres vem realizando atualmente com muito sucesso.

Elas sempre foram filhas, esposas, mães e trabalhadoras.

E, hoje, ainda, são também cada vez mais empreendedoras.

Hoje, vamos falar aqui no blog sobre empreendedorismo feminino.

Há muitos aspectos que podemos abordar nesse assunto. Por isso, hoje, dentro desse tema, vamos comentar sobre a definição do conceito de empreendedorismo, sobre as realidades do mercado empreendedor e sobre os desafios que as mulheres enfrentam ao realizar essa atividade.

Mesmo com algumas dificuldades, o número de mulheres empreendendo no Brasil cresce a cada ano, e essa tendência deve se manter elevada pelos próximos anos. Quer entender essa situação e conhecer mais dessa realidade? Confira o texto completo abaixo!

Índice

Veja a lista dos assuntos abordados:

1 – O que é empreendedorismo feminino?

2 – Mercado do empreendedorismo feminino

3 – Desafios para as mulheres empreendedoras

4 – Considerações Finais


1 - O que é Empreendedorismo Feminino?

Para começarmos a conversar sobre empreendedorismo feminino, precisamos antes falar sobre o conceito de empreendedorismo. Segundo o Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, “empreendedorismo é a capacidade que uma pessoa tem de identificar problemas e oportunidades, desenvolver soluções e investir recursos na criação de algo positivo para a sociedade.”

Conforme o entendimento, “o ato de empreender pode ser realizado através de um negócio, um projeto ou mesmo um movimento que gere mudanças reais e impacto no cotidiano das pessoas.”

Agora que já rapidamente definimos o conceito do termo empreendedorismo, também é válido conceituar a ideia do que é ser um empreendedor – ou uma empreendedora.

Ainda conforme o Sebrae, “empreendedor é quem começa algo novo, que enxerga oportunidades que ninguém viu até o momento. Em outras palavras, é aquela pessoa que faz, sai da zona de conforto e da área de sonhos e parte para a ação.”

Dessa forma, o empreendedor, ou a empreendedora, é um realizador que coloca em prática novas ideias, por meio de sua intuição, sua coragem e sua criatividade.

Assim, o empreendedorismo feminino é a categoria que abarca todas as iniciativas empreendedoras que são realizadas e coordenadas pelas mulheres. Essa definição vale tanto para grandes empresas quanto para negócios de pequeno e médio porte, desde que sejam conduzidos por mulheres.

No Brasil, quando falamos em empreendedorismo, normalmente vem à cabeça a lembrança de grandes empresários, e geralmente em uma figura masculina.

Contudo, o conceito de empreendedorismo também inclui qualquer pequeno negócio local, startups, e mesmos profissionais que prestam serviço individualmente.

Existem diversos motivos pelos quais as mulheres decidem empreender: almejar a satisfação profissional, claro, mas também por muitas vezes enfrentar dificuldades no mercado de trabalho, por precisar de mais flexibilidade, ou por desejar maior valorização. Assim, as iniciativas empreendedoras femininas, que vêm crescendo em grande velocidade no Brasil e no mundo, trazem renovação e novo fôlego à economia e também à sociedade.

Além de incentivarem a entrada de novas mulheres no empreendedorismo, também acabam tornando o mercado empreendedor mais diverso e inclusivo.

Além da realização profissional, empreender ainda é um ótimo caminho para as mulheres conseguirem a sua independência financeira.

Isso é muito importante, pois essa autonomia também torna as empreendedoras capazes de ajudar outras mulheres, através de contratações e serviços prestados.

Portanto, além de gerar mais empregos e fazer a economia local girar, o empreendedorismo feminino também empodera mulheres para buscar a sua realização pessoal através do controle de sua vida profissional e de suas atividades empreendedoras.

2 - Mercado do Empreendedorismo Feminino

O empreendedorismo feminino representa uma tendência em crescimento a pleno vapor.

Esse aumento está sendo registrado tanto no Brasil quanto no mundo todo, de forma geral, e é fruto da maior independência e autonomia que as mulheres vêm tendo nos últimos anos.

Essa tendência deverá continuar crescendo ainda nos próximos anos, porque quanto mais mulheres se aventuram no empreendedorismo, mais outras mulheres também se sentem incentivadas a seguir esse exemplo.

No Brasil, uma pesquisa realizada recentemente no país apontou que o número de mulheres realizando atividades empreendedoras já é superior a 25 milhões de pessoas.

Levando-se em consideração que esse número era apenas de 8 milhões em 2014, observamos um crescimento superior a 200% desde então. Para contextualizarmos, o número de empreendedoras no Brasil cresceu apenas cerca de 21% entre 2001 e 2011. A título de comparação, o crescimento de número de empreendimentos realizados por homens no Brasil cresceu em um ritmo muito mais reduzido, entre 10% e 15%.

Esses dados exemplificam o aumento da participação das mulheres nesse setor de atividades que era historicamente dominado pelos homens.

Ainda, os empreendimentos femininos já representam cerca de 48% de todos os empreendimentos realizados no país.

As mulheres já lideram uma outra importante estatística, que é a de empreendedores iniciando novos negócios no país.

Desses empreendimentos, aproximadamente 52% já são realizados e coordenados por lideranças femininas, o que também representa um aumento crescente que deve se ampliar ainda mais no futuro. Assim, o Brasil ocupa o 7º lugar no ranking dos países com maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais.

Analisando o mercado profissional, e as atividades empreendedoras que as mulheres vêm realizando no Brasil, podemos também observar outras questões.

Por exemplo, as áreas de atividades onde os empreendimentos femininos contam com maior alcance e participação.

Nesse aspecto, os setores que se destacam são a alimentação, os serviços domésticos, o comércio de roupas e os salões de beleza e cosmética.

Entre os campos onde a participação das mulheres nos empreendimentos é menor, destacam-se as áreas de engenharia e tecnologia, ainda vastamente dominadas pelas iniciativas masculinas.

 

Desafios para as mulheres empreendedoras

 

3 - Desafios do empreendedorismo feminino

Essa última estatística que revela as áreas onde ocorre maior participação do empreendedorismo feminino também representa um dos principais desafios que as mulheres enfrentam no mercado profissional: o preconceito de gênero.

Na visão de muitos, alguns setores de atividades ainda são mais ligados às empreendedoras femininas, como o comércio de roupas, serviços domésticos e na cosmética. Enquanto isso, esse preconceito restringe a atuação e a realização de atividades de empreendedoras mulheres em outros segmentos.

O preconceito, que existe na sociedade e se reflete no mercado profissional, também aparece em outros índices.

De acordo com dados de uma pesquisa realizada pelo IBGE, as mulheres empreendedoras no Brasil são mais jovens, e possuem nível de escolaridade 15% superior aos homens.

Contudo, sua remuneração em média é 22% inferior aos vencimentos auferidos pelos empreendedores masculinos.

Essas dificuldades também aparecem em outros dados: as mulheres enfrentam maior resistência para obter créditos e financiamentos para os seus negócios, e pagam taxas de juros 3,5%, mesmo tendo índices de inadimplência mais baixos que os dos homens.

Uma outra pesquisa, realizada pela empresa internacional Deloitte, expõe um outro dado alarmante de desigualdade de gênero no mercado de trabalho profissional. No Brasil, apenas 8,6% dos cargos de liderança em grandes empresas são ocupados por mulheres.

Esse índice coloca o Brasil apenas na 38º posição no ranking mundial de lideranças femininas, mas a média global também ainda precisa melhorar muito: atualmente, é de aproximadamente 17%.

Esses dados anteriormente comentados aqui refletem apenas alguns dos desafios que as mulheres ainda precisam enfrentar enquanto buscam sua independência financeira e sua realização pessoal e profissional através do empreendedorismo.

Os preconceitos sofridos pelas mulheres no âmbito profissional ainda acarretam outras dificuldades, como dificuldades de ascensão na carreira e insegurança, que podem até ser prejudiciais à saúde mental das mulheres.

A Dra. Suzana Vieira, editora do blog www.drasuzanavieira.med.br, aborda a presença feminina na endocironogia e na medicina nas suas publicações:

"A endocrinologia é uma especialidade muito afim da nutrição. Nessa especialidade, as mulheres são maioria. Segundo dados da pesquisa sobre demografia médica feito pela Universidade de São Paulo e Conselho Federal de Medicina, publicada no final de 2020, dos quase 6.000 endocrinologistas, 70,6% são do sexo feminino. Esse [preconceito de gênero] é um fenômeno que atinge inclusive a medicina. Na medicina também há desiguadades, pois quase 80% das mulheres estão concentradas nas três categorias de menor remuneração."

Como podemos ver, mesmo que os índices venham melhorando nos últimos anos, a desigualdade de oportunidades, reconhecimento e tratamento ainda é latente, e deve ser combatida sempre que possível.

4 - Considerações Finais

O empreendedorismo feminino no Brasil hoje já é uma realidade. Como observado anteriormente, o número de mulheres realizando atividades empreendedoras no país não para de crescer, principalmente na última década.

Esse dado é muito positivo para qualquer economia nacional, pois além de renovar e oxigenar o mercado de trabalho, também o torna mais diverso e inclusivo.

Contudo, as mulheres que decidem apostar no empreendedorismo ainda precisam lidar com desafios extras, principalmente o preconceito de gênero.

Essa discriminação, que já existe estruturalmente na sociedade, acaba também se refletindo no mercado de trabalho.

Assim, todas as profissionais, incluindo as empreendedoras, acabam tendo maiores dificuldades que os homens em relação à ascensão na carreira e até na confiança em seu negócio por parte de bancos e investidores.

Desse modo, o empreendedorismo feminino no Brasil, e no mundo, vem crescendo muito nos últimos anos, e a tendência é que continue crescendo ainda no futuro.

Entretanto, muitas dificuldades ainda precisam ser superadas, como o preconceito que as empreendedoras sofrem na realização de suas atividades.

Por isso, é importante que o empreendedorismo seja cada vez mais incentivado, para que um número ainda maior de mulheres se encoraje para também seguir esse caminho para buscar sua realização pessoal e profissional. Obrigado pela leitura e até o próximo post :)