Doenças gastrointestinais e a alimentação

Você conhece a relação entre alimentação e doenças gastrointestinais?

Pois esse é o assunto do nosso post de hoje.

Vamos falar tudo que você sempre quis saber sobre esse tema, inclusive dando dicas dos alimentos que o paciente deve comer ou evitar quando passando por uma dessas condições.

Confira o post completo abaixo!

 

Sumário

O trato gastrointestinal

Principais doenças gastrointestinais

Alimentação e doenças gastrointestinais

Alimentos a consumir

Alimentos que devem ser evitados

Aprofunde seu estudo

FAQ

 

O Trato Gastrointestinal

O trato gastrointestinal é responsável por processar os alimentos para obter a energia necessária e também livrar o corpo de resíduos sólidos. Depois que os alimentos são ingeridos, passam pelo esôfago até o estômago.

O estômago é o órgão que ajuda o processo digestivo misturando a comida com os sucos gástricos. Assim, os alimentos e sucos gástricos são então esvaziados no intestino delgado. O intestino delgado, por sua vez, continua quebrando os alimentos e absorve a maioria dos nutrientes aproveitáveis.

Depois, o intestino delgado se une ao intestino grosso, cuja primeira parte é o cólon, um tubo muscular com cerca de um metro e meio de comprimento. Por fim, o cólon absorve a água e os nutrientes minerais da matéria alimentar restante.

Dessa forma, podemos afirmar que o trato gastrointestinal é responsável pela ingestão e digestão dos alimentos e pela absorção dos nutrientes. Além disso, apresenta grande importância na defesa do organismo ao eliminar os antígenos ali presentes.

Como defesa, também há a produção de ácidos gástricos, enzimas digestivas, muco, movimentos peristálticos e secreção de imunoglobulinas.

 

Principais doenças gastrointestinais

As doenças gastrointestinais são aquelas que acometem órgãos do sistema digestivo, e também os órgãos acessórios da digestão, como o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar.

Dentre outros sintomas, tais doenças podem ser acompanhadas de fortes dores, resultantes da inflamação ou até mesmo deterioração de alguns dos órgãos do sistema digestivo.

 

Alguns dos principais sintomas são:

Cólicas, distensão, obstrução e a diarreia. Esses sintomas são comuns a muitas doenças intestinais, e saber diferenciá-las e tratar corretamente de acordo com as recomendações e estudos atuais é fundamental.

Algumas principais doenças gastrointestinais são:

Doença de Crohn: Doença inflamatória que se manifesta ao longo de todo o trato gastrointestinal, sendo mais comum na porção distal do intestino delgado e do intestino grosso.

Síndrome do Intestino Irritável: Pela própria definição de síndrome, essa doença pode contemplar um conjunto de sintomas, sem que haja qualquer evidência de lesões subjacentes no intestino grosso ou delgado.

Retocolite Ulcerosa: Trata-se de uma doença inflamatória idiopática que acomete cólon e reto. Caracteriza-se pela inflamação da camada superficial, restrita à mucosa, sem acometer a musculatura das alças.

Obstipação: É definida pela dificuldade em evacuar, causando desconforto, dor abdominal e distensão no paciente. Trata-se de um conjunto de sintomas e não de uma doença. Pode, entretanto, ser o sinal inicial de uma doença mais grave.

Gastrite: A gastrite refere-se à inflamação na mucosa gástrica. A gastrite crônica, leve a moderada, é extremamente comum a população como um todo, sobretudo nos anos mais avançados da vida adulta.

Úlcera Péptica: A úlcera péptica é uma área de escoriação da mucosa, causada, principalmente, pela ação digestiva do suco gástrico. Além disso, as úlceras pépticas surgem frequentemente ao longo da pequena curvatura do antro do estômago ou, mais raramente, na extremidade inferior do estômago, onde os sucos gástricos muitas vezes refluem.

 

Alimentação e doenças gastrointestinais

A Nutrição pode ser parte fundamental do tratamento de pacientes com doenças gastrointestinais.

Isso ocorre por serem doenças que acometem o trato gastrintestinal, funções como a digestão dos alimentos e a absorção dos nutrientes podem ser afetadas, além do trânsito intestinal.

Assim, é indispensável que os pacientes sofrendo com essas patologias compreendam que a alimentação faz parte de seu tratamento e a procura por um nutricionista é indispensável para orientar a melhor alimentação para cada indivíduo.

Uma alimentação adequada contribui para a melhoria do bem-estar do paciente, facilita a cicatrização e restauração da mucosa gastrintestinal, previne a deficiência de nutrientes, além de promover o alívio dos sintomas.

Algumas recomendações nutricionais gerais para os pacientes com essas doenças são:

Realizar várias refeições ao longo do dia, consumindo volumes menores - Comer devagar e mastigar bem os alimentos - Comer em ambientes tranquilos - Higienizar adequadamente frutas, verduras e legumes - Optar por uma alimentação saudável e balanceada, incluindo, conforme demanda individual, carboidratos, lipídios, proteínas, vitaminas, minerais e fibras.

 

Alimentos a consumir

Para tratar o intestino inflamado, o ideal é se alimentar com alimentos de fácil digestão e que não sejam irritantes, para ajudar na recuperação do intestino.

Por isso, muito da dieta se baseia no consumo de vegetais cozidos, carnes magras, frutas sem casca e cozidas, de preferência, e cereais sem glúten, como flocos de milho e aveia, por exemplo, pois são mais fáceis de digerir e ajudam a aliviar a inflamação do intestino.

 

Confira algumas dicas de alimentos específicos abaixo:

Proteínas magras, como frango, peru, ovos ou peixe;

Cereais sem glúten, como arroz, milho, fubá ou aveia;

Vegetais, como abóbora, cebolinha, berinjela, azeitonas, pimentão vermelho, tomate, espinafre, abobrinha e alface;

Frutas, como banana, uva, limão, morango, melão, laranja, maracujá, mamão ou abacaxi;

Laticínios sem lactose, como iogurte, leite e queijo sem essa substância;

Oleaginosas, como amêndoas, castanhas, avelã ou nozes;

 

Alimentos que devem ser evitados

Além disso, para tratar a inflamação do intestino também é importante evitar alimentos de difícil digestão, alimentos com muita gordura, como frituras, salgadinhos de pacote, sorvetes e fast foods.

Confira alguns dos alimentos que devem ser evitados na dieta abaixo:

Embutidos, como salsicha, linguiça, bacon, presunto, mortadela ou salame;

Cereais com glúten, como pães, biscoitos e massas com farinha de trigo, centeio ou cevada;

Laticínios com lactose, como leites, queijos e iogurtes com essa substância;

Algumas leguminosas, como feijão, grão de bico e lentilhas;

Alguns vegetais, como couve-de-Bruxelas, aspargos, alcachofra, couve-flor e repolho;

Algumas frutas, como maçã, caqui, manga, pêssego, melancia, ameixa, cereja e abacate;

Produtos industrializados, como comida pronta congelada, biscoitos, sorvetes, doces, fast food e salgadinhos;

Bebidas alcoólicas, refrigerantes, café e sucos industrializados.

 

Aprofunde seu estudo

Para quem deseja se aprofundar no estudo de temas como esse do post, a nossa principal indicação é a realização da Especialização em Nutrição Clínica Integrativa.

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Além disso, a coordenação da especialização é da Dra. Aline David, uma das maiores especialistas em Nutrição Integrativa de todo o Brasil.

Há também a possibilidade de abordar esse tema na Especialização em Nutrição em Patologias, onde esse é estudado com profundidade.

Confira o conteúdo programático do curso e as possibilidades de matrícula nesse link.

 

FAQ

Alimentos se relacionam diretamente com as doenças gastrointestinais? Sim, tanto como para tratamento como para piorar a situação, se a dieta não for adequada.

Qual é a duração da Especialização em Nutrição Integrativa? 9 meses, com o TCC ao final de forma opcional.

Qual é a duração da Especialização em Nutrição em Patologias? 12 meses, com o TCC ao final de forma opcional.