Cuidados necessários na Nutrição Materno Infantil

A nutrição dos bebês em seus primeiros meses e anos de vida é muito importante, porque tem consequências e desdobramentos para o resto da vida e da formação de cada criança.

Por isso, o nosso post do blog de hoje vai falar justamente sobre cuidados fundamentais na Nutrição Materno Infantil.

Vamos falar sobre os cuidados nas diferentes fases de crescimento, seletividade e neofobia alimentar, alergias e intolerâncias alimentares na infância, mercado profissional e especialização em Nutrição Materno Infantil.

Bastante coisa, né?

Confira tudo abaixo!

 

Sumário

Nutrição nas diferentes fases de crescimento

Seletividade e Neofobia Alimentar

Intolerância Alimentar e Alergia na Infância

Uma das áreas mais promissoras do futuro da Nutrição

Especialização em Nutrição Materno Infantil


Nutrição nas diferentes fases de crescimento

As diferentes fases do crescimento durante a infância exigem orientações alimentares específicas, pois as crianças vão desenvolvendo novas necessidades energéticas e nutricionais com o passar dos anos.

As nomenclaturas das fases podem ter pequenas variações, mas as orientações gerais são comuns a todas intitulações. Porém, vale ressaltar que cada criança possui uma necessidade nutricional específica.

Por isso, todo o seu período de desenvolvimento na infância deve ser feito com acompanhamento de profissionais capacitados para suprir devidamente essas necessidades.

Essa orientação ajuda na prevenção de doenças e distúrbios tanto na infância quanto na vida adulta. Inicialmente, a alimentação do bebê deve idealmente ser feita exclusivamente através do leite materno.

Após cerca de 6 meses de vida, inicia-se o período da introdução alimentar, que, combinado ao aleitamento, dura até por volta dos 2 anos de idade. Após, as crianças passam a ter diferentes necessidades nutricionais.

Após os dois anos, até por volta dos sete, inicia-se uma fase que é comumente conhecida como pré-escolar.

Nessa etapa, a criança começa a elaborar o padrão alimentar que terá no futuro, pois, através dos sentidos, ela começa a desenvolver os seus gostos por certos alimentos, levando em consideração sabores, cheiros, texturas e até aparência.

O principal objetivo da nutrição nessa fase do desenvolvimento infantil é o ganho de peso, pois é uma fase de estruturação do crescimento. Por isso, a necessidade de consumo energético é maior.

Após a fase pré-escolar, tem início a fase escolar, que compreende geralmente o período entre os 7 e os 10 ou 12 anos de idade. Nessa fase, o cardápio do filho já está praticamente todo adaptado à dieta da família.

A criança também passa por um período de crescimento intenso, então sua necessidade energética é elevada, até pelo início das atividades físicas e mentais de maior intensidade, que exigem maior esforço. Esse aumento do gasto de energia é a razão pela qual se observa também um aumento de apetite.

Naturalmente, após a fase escolar, inicia-se a fase da adolescência, que se estende até se atingir definitivamente a vida adulta.

A adolescência se caracteriza por ser uma fase de grandes mudanças no desenvolvimento humano. A estrutura física se modifica bastante, tanto pelo crescimento contínuo quanto pelo período da puberdade.

Por isso, a necessidade nutricional também se modifica, e o atendimento por parte do nutricionista vai ficando cada vez mais personalizado, de acordo com o desenvolvimento do metabolismo de cada um.

 

Seletividade e Neofobia Alimentar

Tanto a Seletividade quanto a Neofobia são exemplos de comportamentos alimentares característicos, geralmente, da primeira infância. Ambos têm em comum também o fato de haver uma variedade alimentar reduzida.

A seletividade se define por uma resistência individual em comer e/ou experimentar “novos” alimentos, ou seja, alimentos diferentes do padrão habitual de consumo.

As causas deste comportamento são diversas e não bem esclarecidas. Pode haver associação com: menor duração do aleitamento materno exclusivo, introdução precoce dos alimentos complementares, baixo peso ao nascer e influência genética.

 

Tanto fatores orgânicos quanto psicológicos podem estar presentes nesse comportamento. Algumas crianças apresentam aversão sensorial de alguns alimentos, e, quando são pressionadas a experimentar algo que ocasione este sentimento, podem rejeitar, ter náuseas e até vomitar.

Também é possível que esse comportamento de rejeição esteja ligado a alguma situação traumática. O quadro de refluxo, por exemplo, pode ser um dos fatores que leva as crianças a terem medo de comer e sentir dor.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-5), a neofobia alimentar é classificada como Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo.

Esta classificação é caracterizada por comportamentos com persistentes perturbações alimentares que levam a um aporte nutricional e energético insuficientes.

A neofobia alimentar refere-se a um medo avassalador de alimentos novos ou desconhecidos; 'neofobia' refere-se especificamente ao medo do novo.

Assim, a neofobia alimentar descreve uma condição em que as preferências são esmagadoras, fóbicas e com alta probabilidade de ter um impacto social e um impacto na dieta.


Intolerância Alimentar e Alergia na Infância

As reações adversas a alimentos podem ser classificadas de duas maneiras: as imunológicas e as não-imunológicas.

As imunológicas, ou imuno-mediadas, são as alergias e hipersensibilidades alimentares, problema cada vez mais comum na infância, especialmente no 2º e 3º ano de vida. Já as não-imunológicas (não imuno-mediadas) são as intolerâncias alimentares.

São diversos os fatores que influenciam no desenvolvimentos das alergias e intolerâncias: genética, estilo de vida, exposição antigênica pregressa, disbiose são alguns deles.

 

As crianças com alergia alimentar podem apresentar deficiências nutricionais (resultando em menor crescimento), além de prejudicar no emocional, social, psicológico e capacidade física da criança.

A alergia alimentar nada mais é do que uma resposta imune específica que acontece em resposta à exposição a um ou mais alimentos. Os alérgenos alimentares são componentes específicos do alimento ou de algum ingrediente do alimento, geralmente proteínas, que são reconhecidos pelo sistema imune.

Após serem reconhecidas, as reações imunológicas específicas começam, resultando nos sintomas que atingem principalmente os tratos digestivo, respiratório e tegumentar. Os alimentos que são frequentemente relatados como causadores de alergias são o leite, ovos, amendoim, castanhas, peixe e soja.

Como exemplos de sintomas temos urticária; dermatite atópica; edema e prurido de lábios, língua ou palato; vômitos; diarreia; broncoespasmo; asma; anafilaxia e choque anafilático. A terapêutica é a exclusão do alérgeno e uso de medicação de emergência, caso ocorra uma reação alérgica acidental.

As intolerâncias alimentares são reações não imunológicas onde não acontece direito a absorção dos hidratos de carbono. Os sintomas que aparecem são muito variáveis, entre eles estão: dor e distensão abdominal, diarreia, constipação, cefaleia, eczema, urticária, fadiga, dor muscular, dificuldade de concentração, ansiedade ou depressão, entre outros. Algumas das intolerâncias mais conhecidas são as intolerâncias ao glúten e à lactose.

 

Uma das áreas mais promissoras do futuro da Nutrição

Neste ciclo da vida, os pacientes atendidos e suas famílias necessitam de um cuidado especializado, com ainda mais carinho e empatia.

A Nutrição neste período impacta de forma permanente e duradoura a saúde até a idade adulta. Investir na alimentação adequada de gestantes, nutrizes e crianças, é investir na saúde do futuro de uma sociedade.

Há muitos anos, o Brasil enfrenta um grave problema com desequilíbrios nutricionais na alimentação das crianças, como a obesidade e a desnutrição infantis.

Essa situação está ligada a diferentes fatores sociais e econômicos, e entre eles também se inclui a falta de informações corretas e atendimento especializado em Nutrição Materno Infantil no país.

Diante deste contexto, esta área também destaca-se como promissora. Já está recebendo muita atenção da sociedade e do mercado, na medida em que a importância do seu atendimento especializado vem sendo cada vez mais reconhecida nos últimos anos.

Por isso, o mercado de trabalho para o nutricionista materno infantil apresenta grande campo de atuação. Além das tradicionais áreas, como consultórios de obstetrícia e pediatria, e hospitais gerais e pediátricos, o profissional também encontra oportunidades em bancos de leite, centrais de terapia nutricional, atendimentos domiciliares, alimentação escolar, consultorias e outros locais.

 

Especialização em Nutrição Materno Infantil

Se você quiser se aprofundar mais nos estudos sobre Nutrição Materno Infantil, a Faculdade iPGS possui um curso de pós-graduação totalmente dedicado a essa área.

Ao longo do curso, o aluno adquire o conhecimento necessário para desenvolver todas as habilidades e competências necessárias para a resolução de situações práticas relativas à nutrição de gestantes, nutrizes, recém-nascidos, crianças e adolescentes.

Para quem desejar uma plataforma de estudo mais prática, há também diversos cursos de Educação Continuada que tratam sobre o tema. Algumas opções são os cursos de Nutrição nos Primeiros Mil Dias de Vida, Nutrição em Obstetrícia e Comportamento Alimentar na Infância e Adolescência.

Esperamos que você tenha gostado do post.

Obrigado pela leitura, até a próxima!