Nutrição em Pediatria: conheça mais sobre a área

A Nutrição em Pediatria é uma área tradicional dentro das especializações em Nutrição.

O profissional que atua neste segmento pode começar a acompanhar a criança antes mesmo do seu nascimento, passando pela infância e chegou até a adolescência.

Para conhecermos um pouco mais deste tópico, o post de hoje do blog abordará esse assunto. Falaremos brevemente sobre a definição de Nutrição em Pediatria, alimentação das diferentes fases da infância, intolerâncias e alergias alimentares e muito mais.

Veja o texto completo a seguir!

 

Sumário

A Nutrição em Pediatria

Alimentação nas diferentes fases de crescimento

Intolerância Alimentar e Alergia na Infância

Comportamento Alimentar na Infância e Adolescência

Especialização em Nutrição em Pediatria

FAQ

 

A Nutrição em Pediatria

A Nutrição em Pediatria é a área da Nutrição focada na saúde e bem-estar das crianças.

O trabalho de um profissional especializado no segmento pode começa ainda na gravidez da mãe, no período compreendido pela Nutrição Materno Infantil, passando pelos primeiros dias de vida e seguindo até a adolescência.

Portanto, a recomendação de cuidado nutricional das crianças se começa antes mesmo de seu nascimento. Assim, é fundamental o acompanhamento nutricional nessa etapa da vida, checando de perto os nutrientes que são consumidos pela criança.

Para que a atuação do nutricionista que trabalha com pediatria funcione, é necessário que ele saiba a hora de introduzir os alimentos para a criança e tornar o cardápio mais atrativo e saudável para ela.

Isso inclui também a nutrição parenteral pediátrica, que é utilizada no tratamento de crianças que não podem ser alimentadas completamente por via oral ou enteral, com o objetivo é manter ou restituir o estado nutricional ideal.

Logo, a orientação do nutricionista deve ser baseada no respeito às necessidades nutricionais e nas adequações de cada fase da vida. Os planos nutricionais também sempre devem ser individualizados, dado que as necessidades diferem em cada pessoa.

 

O Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde compartilham 10 dicas gerais para alimentação saudável de crianças. Veja abaixo:

1. Dar somente leite materno até os seis meses de idade, sem oferecer água, chás ou quaisquer outros alimentos.

2. A partir de seis meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais.

3. Após os seis meses, oferecer alimentação complementar (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes), três vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e cinco vezes ao dia, se estiver desmamada.

4. A alimentação complementar deverá ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança.

5. A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começar com consistência pastosa (papas, purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família.

6. Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é, também, uma alimentação colorida.

7. Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições.

8. Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação.

9. Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos; garantir o seu armazenamento e conservação adequados.

10. Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo a sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.

 

Alimentação nas diferentes fases de crescimento

As diferentes fases do crescimento durante a infância exigem orientações alimentares específicas. As crianças vão desenvolvendo novas necessidades energéticas e nutricionais com o passar dos anos.

Por isso, todo o seu período de desenvolvimento na infância deve ser feito com acompanhamento de profissionais capacitados para suprir devidamente essas necessidades.

Essa orientação ajuda na prevenção de doenças e distúrbios tanto na infância quanto na vida adulta. Inicialmente, a alimentação do bebê deve idealmente ser feita exclusivamente através do leite materno.

Depois de cerca de 6 meses de vida, inicia-se o período da introdução alimentar, que, combinado ao aleitamento, dura até por volta dos 2 anos de idade. Após, as crianças passam a ter diferentes necessidades nutricionais.

Após os dois anos, até por volta dos sete, inicia-se uma fase que é comumente conhecida como pré-escolar.

Nessa etapa, a criança começa a elaborar o padrão alimentar que terá no futuro. Através dos sentidos, ela começa a desenvolver os seus gostos por certos alimentos, levando em consideração sabores, cheiros, texturas e até aparência.

O principal objetivo da nutrição nessa fase do desenvolvimento infantil é o ganho de peso, pois é uma fase de estruturação do crescimento. Por isso, a necessidade de consumo energético é maior.

Após a fase pré-escolar, tem início a fase escolar, que compreende geralmente o período entre os 7 e os 10 ou 12 anos de idade. Nessa fase, o cardápio do filho já está praticamente todo adaptado à dieta da família.

A criança também passa por um período de crescimento intenso, então sua necessidade energética é elevada, até pelo início das atividades físicas e mentais de maior intensidade, que exigem maior esforço. Esse aumento do gasto de energia é a razão pela qual se observa também um aumento de apetite.

Naturalmente, após a fase escolar, inicia-se a fase da adolescência, que se estende até se atingir definitivamente a vida adulta.

A adolescência se caracteriza por ser uma fase de grandes mudanças no desenvolvimento humano. A estrutura física se modifica bastante, tanto pelo crescimento contínuo quanto pelo período da puberdade.

Por isso, a necessidade nutricional também se modifica, e o atendimento por parte do nutricionista vai ficando cada vez mais personalizado, de acordo com o desenvolvimento do metabolismo de cada um.

 

Nutrição em Obstetrícia e Pediatria

A Obstetrícia é a área da medicina que estuda a reprodução na mulher. De maneira principal, investiga a gestação, o parto e o puerpério nos seus aspectos fisiológicos e patológicos.

Dessa forma, a Nutrição em Obstetrícia e Pediatria explora as alterações fisiológicas relacionadas à Nutrição que ocorrem no organismo materno durante todo esse período.

A alimentação e o estado nutricional no período reprodutivo feminino impactam expressivamente no perfil de saúde da mulher e de seus descendentes.

Diversas adaptações fisiológicas ocorrem para que a gestação progrida de forma adequada, o que requer recomendações nutricionais específicas.

A gestante, nesse período especial, leva um tempo para entender as mudanças do seu corpo. Assim, sua condição cardiovascular, sua respiração, sua postura, suas necessidades nutricionais, seu caminhar e seu apetite já não são mais os mesmos.

Nesse momento, a paciente grávida deve estar atenta ao fato de que sua saúde física e mental também afeta diretamente a saúde de seu bebê.

O acompanhamento nutricional nesse período apresenta extrema relevância, uma vez que pode garantir melhores desfechos de saúde maternos e infantis.

Isso se reflete, inclusive, em melhores condições de saúde e nutrição a longo prazo. Por isso, a atuação do nutricionista é fundamental em todas as etapas do ciclo gravídico-puerperal.

 

Intolerância Alimentar e Alergia na Infância

Outra conhecimento importante para os nutricionistas da Nutrição em Pediatria se refere à intolerância alimentar e à alergia na infância.

As reações adversas a alimentos podem ser classificadas de duas maneiras: as imunológicas e as não-imunológicas.

As imunológicas, ou imuno-mediadas, são as alergias e hipersensibilidades alimentares, problema cada vez mais comum na infância, especialmente no 2º e 3º ano de vida. Já as não-imunológicas (não imuno-mediadas) são as intolerâncias alimentares.

São diversos os fatores que influenciam no desenvolvimentos das alergias e intolerâncias: genética, estilo de vida, exposição antigênica pregressa, disbiose são alguns deles.

As crianças com alergia alimentar podem apresentar deficiências nutricionais (resultando em menor crescimento), além de prejudicar no emocional, social, psicológico e capacidade física.

A alergia alimentar nada mais é do que uma resposta imune específica que acontece em resposta à exposição a um ou mais alimentos. Os alérgenos alimentares são componentes específicos do alimento ou de algum ingrediente do alimento, geralmente proteínas, que são reconhecidos pelo sistema imune.

Após serem reconhecidas, as reações imunológicas específicas começam, resultando nos sintomas que atingem principalmente os tratos digestivo, respiratório e tegumentar.

Os alimentos que são frequentemente relatados como causadores de alergias são o leite, ovos, amendoim, castanhas, peixe e soja.

As intolerâncias alimentares são reações não imunológicas onde não acontece direito a absorção dos hidratos de carbono.

Os sintomas que aparecem são muito variáveis, entre eles estão: dor e distensão abdominal, diarreia, constipação, cefaleia, eczema, urticária, fadiga, dor muscular, dificuldade de concentração, ansiedade ou depressão, entre outros.

Algumas das intolerâncias mais conhecidas são as intolerâncias ao glúten e à lactose.

 

Comportamento Alimentar na Infância e Adolescência

A área do Comportamento Alimentar é o campo de estudo que combina a Nutrição com a Psicologia, investigando a relação das emoções e dos aspectos psicológicos com a alimentação.

O Comportamento Alimentar de um indivíduo começa a ser formado ainda no período gestacional, quando o bebê é exposto aos sabores e características nutricionais da alimentação materna, via líquido amniótico.

Em seguida, os dois ou três primeiros anos de vida são fundamentais neste desenvolvimento. Principalmente porque neste período acontece o estabelecimento de práticas alimentares muito importantes, como o aleitamento materno, ou uso de outro alimento substituto, a introdução da alimentação complementar e o ingresso da criança na alimentação habitual da família.

Embora, em alguns aspectos, o Comportamento Alimentar seja influenciado por fatores genéticos, como a preferência inata por alguns sabores, sabe-se que o ambiente no qual a criança é inserida molda suas preferências alimentares.

Assim, os comportamentos experienciados e aprendidos nos primeiros anos podem determinar o estilo alimentar do indivíduo durante toda a sua vida.

Por isso, é necessário que os profissionais compreendam e estudem com profundidade o Comportamento Alimentar infantil e adolescente, desde a sua formação até o estabelecimento de hábitos e padrões alimentares.

 

Especialização em Nutrição em Pediatria

Por compreendermos a importância do estudo e formação de profissionais nessa área, a Faculdade iPGS possui um curso de especialização completamente dedicado à Nutrição em Pediatria.

O programa capacita os profissionais para o entendimento e acompanhamento nutricional nas diferentes fases de desenvolvimento infantil, desde o nascimento até a adolescência.

O conteúdo programático elenca temas como crescimento, desenvolvimento, avaliação e conduta nutricional do nascimento à adolescência, alimentação escolar e programa nacional de alimentação escolar (PNAE), principais patologias que acometem crianças e adolescentes, bem como o Comportamento Alimentar.

Desse modo, são estudadas as bases científicas destas áreas de conhecimento, visando melhor entender seus determinantes e contribuir para elaboração de propostas de intervenção mais adequadas a cada situação.

Hoje, após realizar um curso de pós em nutrição pediátrica, o profissional fica completamento apto a trabalhar em hospitais, clínicas, escolas, clubes e também trabalhar e até abrir um consultório de Nutrição em Pediatria. 

Para conferir todas as informações do curso, basta clicar aqui.

 

FAQ:

O que é um curso de especialização?

Uma especialização é uma das modalidades de curso de pós-graduação mais populares do Brasil. Chamadas muitas vezes apenas de “pós”, as especializações são cursos com normalmente duração entre 9 e 18 meses, com TCC opcional, que garantem ao aluno um diploma de especialista no final. São indicadas especialmente para profissionais que desejam aprimorar seu conhecimento em determinado assunto e a sua atuação prática.

Qual é a duração da especialização em Nutrição em Alimentação Escolar?

A duração total do curso é de 12 meses.

Por que fazer pós-graduação?

O mercado profissional está cada vez mais competitivo. Assim, destacam-se os profissionais mais qualificados para atender os pacientes. Além disso, com a maior facilidade de acesso às novidades que há hoje, o público está cada vez melhor informado sobre Nutrição e Saúde, exigindo também mais preparo dos profissionais.

Por que estudar Nutrição em Pediatria?

O curso de Nutrição em Pediatria é uma das áreas mais tradicionais dentro das especialidades da Nutrição, estando sempre em alta.

Normalmente o profissional que começar a fazer a orientação alimentar de um bebê continua o acompanhando até o ingresso à vida adulta.

Por que estudar na Faculdade iPGS?

A Faculdade iPGS é já tem 14 anos de experiência no mercado da pós-graduação em Nutrição e Saúde. Nosso corpo docente possui mais de 300 professores, e a nossa instituição já qualificou mais de 50 mil profissionais por todo Brasil, sempre com um ensino de excelência.

 

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