A área da Nutrição e Alimentação Escolar volta a crescer

Uma das áreas que agora volta a crescer no mercado profissional é a Nutrição em Alimentação Escolar.

Esse segmento já vinha em crescimento nos últimos anos, mas foi diretamente impactado no início da pandemia.

Depois de muito tempo fechadas, as instituições de ensino voltam, aos poucos, a abrir, em um processo que ainda se desenrolará por alguns meses, contando com o avanço da vacinação.

Dessa forma, o tema do nosso texto de hoje do blog é a Nutrição e Alimentação Escolar.

Vamos falar sobre o impacto da Covid-19, mercado profissional, possibilidades de atuação, apresentar um pouco do PNAE e muito mais.

Confira todo o post a seguir!

 

Sumário

Crescimento da Nutrição em Alimentação Escolar

Atuação do nutricionista especializado em Nutrição Escolar

Mercado Profissional da Nutrição em Alimentação Escolar

O Programa Nacional de Alimentação Escolar 

Alimentação Escolar na Pandemia

Nutrição em diferentes fases da infância

Seletividade e Neofobia Alimentar

Especialização em Nutrição em Alimentação Escolar

FAQ

 

Crescimento da Nutrição em Alimentação Escolar

Uma das áreas dentro da Nutrição em alta demanda nos últimos anos é a Nutrição em Alimentação Escolar.

Isso ocorre tanto pelo aumento de locais que necessitam de profissionais especialistas na área, quanto justamente pela dificuldade de encontrar nutricionistas com essa especialidade no mercado de trabalho.

Recentemente, no último mês de maio, o Conselho Federal de Nutrição (CFN) publicou a resolução nº 689, estabelecendo as áreas de especialização dentro da Nutrição. Entre as 34 áreas listadas, uma delas é a Nutrição em Alimentação Escolar.

A área tem crescido muito dentro do mercado da Nutrição, o que fica claro por esse reconhecimento. Em 2018, através da resolução nº 600, o CFN já havia definido pela primeira vez a alimentação escolar como uma das áreas fundamentais dentro da Nutrição, o que se consolidou agora através da última resolução.

 

Atuação do nutricionista especializado em Nutrição Escolar

O nutricionista especialista em Nutrição Escolar, desse modo, é o profissional responsável por direcionar e estabelecer a orientação nutricional dos estudantes.

É uma forma de alimentação coletiva, então se aplica às mais variadas idades e estágios de desenvolvimento pessoal do público atendido.

A principal atuação desse profissional se relaciona à Nutrição de crianças, por isso a atividade ganha uma importância significativa.

A infância, como já provado, é um dos períodos mais sensíveis do desenvolvimento alimentar humano. Essa fase também é suscetível ao surgimento de possíveis doenças fruto de desequilíbrio nutricional, caso a alimentação neste momento não for adequada.

Nessa perspectiva, a atuação do nutricionista especialista em Nutrição Escolar abrange diversos aspectos, como: a elaboração do plano de alimentação dos estudantes a partir da identificação de suas necessidades nutricionais específicas; observar possíveis doenças provenientes nos alunos provenientes de desequilíbrio nutricional; ficar responsável pelo controle de qualidade dos alimentos, incluindo sua higienização e armazenamento e muito mais.

 

Mercado Profissional da Nutrição em Alimentação Escolar

Com o reconhecimento da importância desse profissional, sua demanda tem sido cada vez maior no mercado de trabalho. Portanto, o nutricionista que for especialista no assunto possui diversas opções de locais para desenvolver seu ofício.

De início, um dos principais mercados é através das escolas, tanto públicas quanto particulares, que necessitam de um profissional com essa capacidade no seu quadro de funcionários.

Além disso, o profissional dessa área é muito requisitado para trabalhar em creches, desenvolvendo o acompanhamento nutricional de crianças, e também em outras instituições de ensino.

Ainda, há a possibilidade desse profissional trabalhar em clubes esportivos e sociais, em consultório próprio, ou ainda prestando consultoria nessa área para diversas instituições, tanto em órgãos públicos quanto na iniciativa privada.

 

O Programa Nacional de Alimentação Escolar 

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é um programa federal que fornece recursos para alimentação escolar e ações de educação alimentar nos estados e municípios do país. É considerado um dos maiores programas relacionados à alimentação escolar no mundo, sendo o único reconhecido com atendimento universalizado.

Os recursos repassados são calculados de acordo com o número de matriculados em cada rede de ensino, e são transferidos anualmente para os beneficiários por meio de dez parcelas mensais, de forma a cobrir os 200 dias letivos do ano.

A utilização dos recursos repassados deve estar em conformidade com as diretrizes estabelecidas em lei, sob risco de aplicação de sanções administrativas para os responsáveis pelas irregularidades.

O PNAE tem sua origem nos anos 1940, quando começaram as discussões sobre a possibilidade do Governo Federal oferecer alimentação nas escolas. Durante as décadas seguintes, foram criadas diversas iniciativas em prol da alimentação escolar no Brasil, a exemplo do Plano Nacional de Alimentação e Nutrição, em 1950, e da Campanha de Merenda Escolar (CME), em 1955.

Além das iniciativas domésticas, com a ajuda de organismos como a Organização das Nações Unidas (ONU), programas como o Alimentos para a Paz e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) também foram introduzidos no país.

Foi somente no ano de 1979 que o PNAE se tornou um programa independente e adquiriu este nome. Menos de uma década depois, a promulgação da Constituição Federal, em 1988, fortaleceu o alcance do programa.

A partir deste momento, o direito à alimentação escolar de todos os alunos do ensino fundamental por meio de programa suplementar de alimentação escolar passou a ser assegurado por lei.

 

Alimentação Escolar na Pandemia

Algumas medidas de emergência precisaram ser tomadas para administrar a pandemia que se instalou em 2020.

A Coordenação-Geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar, por meio da Coordenação de Segurança Alimentar e Nutricional, instituiu um Grupo Técnico para a construção de recomendações para a execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no retorno presencial às aulas durante a pandemia da COVID-19.

O GT contou com representantes do Ministério da Saúde (MS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição (CECANE), Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) e Conselho Nacional de Nutricionistas 1ª Região (CRN1).

Além disso, também participaram nutricionistas que atuam no PNAE e docentes de ensino e pesquisa sobre alimentação escolar com expertise no tema.

O intuito do documento era trazer orientações considerando as condições especiais de segurança sanitária que a pandemia por Covid-19 requer.

Também destacando as adaptações necessárias no cotidiano no retorno presencial às aulas, buscando promover a segurança alimentar e nutricional e as ações de Educação Alimentar e Nutricional.

Diz o início do documento:

“Frente à pandemia da COVID-19, em resposta ao enfrentamento da emergência de saúde pública de importância nacional e internacional, o Ministério da Saúde (MS) determinou medidas de isolamento, resultando na suspensão temporária das aulas em inúmeras unidades da Federação.

A COSAN é a área técnica que possui competência regimental de prestar apoio técnico aos estados, municípios, Distrito Federal e à rede federal na execução do PNAE, quanto aos aspectos de Alimentação e Nutrição e da SAN. Em razão disso, foi proposta a instituição de um Grupo de Trabalho (GT) com órgãos, entidades parceiras e pessoas com expertise no tema para a elaboração do documento intitulado:
‘Recomendações para a execução do PNAE no retorno presencial às aulas durante a pandemia da COVID-19: Educação Alimentar e Nutricional e Segurança dos Alimentos”.

Acesse o documento aqui

 

Nutrição em diferentes fases da infância

Para o nutricionista que atua com a Nutrição Escolar, é importante também ter bons conhecimentos de Nutrição em Pediatria.

As diferentes fases do crescimento durante a infância exigem orientações específicas, pois as crianças vão desenvolvendo novas necessidades energéticas e nutricionais com o passar dos anos.

As nomenclaturas das fases podem ter variações, mas as orientações gerais são comuns a todas intitulações. Porém, vale ressaltar que cada criança possui uma necessidade nutricional específica.
Essa orientação ajuda na prevenção de doenças e distúrbios tanto na infância quanto na vida adulta.

Após cerca de 6 meses de vida, inicia-se o período da introdução alimentar, que, combinado ao aleitamento, dura até por volta dos 2 anos de idade. Após, as crianças passam a ter diferentes necessidades nutricionais.
Após os dois anos, até por volta dos sete, inicia-se uma fase que é comumente conhecida como pré-escolar.

Nessa etapa, a criança começa a elaborar o padrão alimentar que terá no futuro, pois, através dos sentidos, ela começa a desenvolver os seus gostos por certos alimentos, levando em consideração sabores, cheiros, texturas e até aparência.

O principal objetivo da nutrição nessa fase do desenvolvimento infantil é o ganho de peso, pois é uma fase de estruturação do crescimento. Por isso, a necessidade de consumo energético é maior.

Após a fase pré-escolar, tem início a fase escolar, que compreende geralmente o período entre os 7 e os 10 ou 12 anos de idade. Nessa fase, o cardápio do filho já está praticamente todo adaptado à dieta da família.

A criança também passa por um período de crescimento intenso, então sua necessidade energética é elevada, até pelo início das atividades físicas e mentais de maior intensidade, que exigem maior esforço. Esse aumento do gasto de energia é a razão pela qual se observa também um aumento de apetite.

Naturalmente, após a fase escolar, inicia-se a fase da adolescência, que se estende até se atingir definitivamente a vida adulta.

A adolescência se caracteriza por ser uma fase de grandes mudanças no desenvolvimento humano. A estrutura física se modifica bastante, tanto pelo crescimento contínuo quanto pelo período da puberdade.

Por isso, a necessidade nutricional também se modifica, e o atendimento por parte do nutricionista vai ficando cada vez mais personalizado, de acordo com o desenvolvimento do metabolismo de cada um.

 

Seletividade e Neofobia Alimentar

Tanto a Seletividade quanto a Neofobia são exemplos de comportamentos alimentares característicos, geralmente, da primeira infância. Ambos têm em comum também o fato de haver uma variedade alimentar reduzida.

A seletividade se define por uma resistência individual em comer e/ou experimentar “novos” alimentos, ou seja, alimentos diferentes do padrão habitual de consumo.

As causas deste comportamento são diversas. Pode haver associação com: menor duração do aleitamento materno exclusivo, introdução precoce dos alimentos complementares, baixo peso ao nascer e influência genética.

Tanto fatores orgânicos quanto psicológicos podem estar presentes nesse comportamento. Algumas crianças apresentam aversão sensorial de alguns alimentos, e, quando são pressionadas a experimentar algo que ocasione este sentimento, podem rejeitar, ter náuseas e até vomitar.

Também é possível que esse comportamento de rejeição esteja ligado a alguma situação traumática. O quadro de refluxo, por exemplo, pode ser um dos fatores que leva as crianças a terem medo de comer e sentir dor.

Por outro lado, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (DSM-5), a neofobia alimentar é classificada como Transtorno Alimentar Restritivo Evitativo.

Esta classificação é caracterizada por comportamentos com persistentes perturbações alimentares que levam a um aporte nutricional e energético insuficientes.

A neofobia alimentar refere-se a um medo avassalador de alimentos novos ou desconhecidos; 'neofobia' refere-se especificamente ao medo do novo.

Assim, a neofobia alimentar descreve uma condição em que as preferências são esmagadoras, fóbicas e com alta probabilidade de ter um impacto social e um impacto na dieta.

 

Especialização em Nutrição em Alimentação Escolar

Como observado, o nutricionista especialista em Nutrição e Alimentação Escolar tem uma atuação diversificada, e está cada vez mais em demanda no mercado profissional.

Por ser uma área emergente dentro da Nutrição, ainda há poucos profissionais atuando nessa especialidade, o que aumenta a oferta de vagas para esses especialistas.

Para os interessados em se especializar nesse tema, a Faculdade iPGS, reconhecendo a importância desse segmento, disponibiliza um curso de especialização inteiramente dedicado à Nutrição em Alimentação Escolar.

O programa instrumentaliza o nutricionista com todo o conhecimento necessário para trabalhar nessa área. Assim, amplia o campo de alcance profissional do aluno, abrindo todo um novo leque de possibilidades de atuação.

 

FAQ:

O que é um curso de especialização?

Uma especialização é uma das modalidades de curso de pós-graduação mais populares do Brasil. Chamadas muitas vezes apenas de “pós”, as especializações são cursos com normalmente duração entre 9 e 18 meses, com TCC opcional, que garantem ao aluno um diploma de especialista no final. São indicadas especialmente para profissionais que desejam aprimorar seu conhecimento em determinado assunto e a sua atuação prática.

Qual é a duração da especialização em Nutrição em Alimentação Escolar?

A duração total do curso é de 12 meses.

Por que fazer pós-graduação?

O mercado profissional está cada vez mais competitivo. Assim, destacam-se os profissionais mais qualificados para atender os pacientes. Além disso, com a maior facilidade de acesso às novidades que há hoje, o público está cada vez melhor informado sobre Nutrição e Saúde, exigindo também mais preparo dos profissionais.

Por que estudar Nutrição em Alimentação Escolar?

A Nutrição em Alimentação Escolar já vinha em um período de crescimento desde o seu reconhecimento formal como área de especialidade da Nutrição por parte do CFN. Esse crescimento foi impactado em 2020 com o início da pandemia, mas com o avançar da vacinação e a volta às aulas esse mercado voltou a se aquecer.

Por que estudar na Faculdade iPGS?

A Faculdade iPGS é já tem 14 anos de experiência no mercado da pós-graduação em Nutrição e Saúde. Nosso corpo docente possui mais de 300 professores, e a nossa instituição já qualificou mais de 50 mil profissionais por todo Brasil, sempre com um ensino de excelência.

 

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