A ansiedade, a alimentação e sua relação

A ansiedade e alimentação possuem muitas relações.

Como cada vez mais pessoas vêm sofrendo com essa questão no Brasil, o post de hoje aborda esse assunto.

Aqui, vamos falar sobre ansiedade e transtorno, ansiedade e alimentação, alimentos e nutrientes que combatem a ansiedade, e ainda muito mais.

Confira todo o texto abaixo!

 

Sumário

Ansiedade e transtorno

Ansiedade e alimentação

Alimentos e nutrientes que combatem a ansiedade

Fome emocional e fome física

6 motivos para você fazer a pós em Comportamento Alimentar

Especialização em Comportamento Alimentar

FAQ: as pessoas também perguntam

 

Ansiedade e transtorno

Antes de tudo, a ansiedade é uma condição psicológica. Quando em estado de ansiedade, a pessoa começa a sentir sensações desagradáveis, como apreensão, insegurança, aflição, preocupação e similares.

Essa condição pode ser efêmera, pois todos nós temos momentos de ansiedade em nossas rotinas. Contudo, também há casos crônicos, em que essa condição evolui para um transtorno de ansiedade clínico.

Segundo informa a Organização Mundial de Saúde, ligada às Organizações Unidas, o Brasil é o país com a maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo. Conforme a organização, um número próximo a 10% da população brasileira sofre com esse problema.

Por isso, como visto, esse problema é mais comum do que muita gente pensa. Em alguns casos, o transtorno de ansiedade pode inclusive gerar dores físicas na pessoa, como dor de cabeça, dor no peito e dores musculares.

 

Ansiedade e Alimentação

Outros sintomas que a ansiedade pode causar incluem a falta de concentração, a insônia, e, claro, a vontade de comer. Mesmo quando não há fome.

Isso ocorre porque a ansiedade causa um desequilíbrio da serotonina, desregulando algumas sensações normais do organismo. Assim, é muito comum que pessoas busquem combater a ansiedade usando como desafogo a comida, e até a alimentação exagerada.

A intenção do uso da comida é para tentar controlar a ansiedade, e também reprimir outros sentimentos. Além da ansiedade também impactar no aumento pela procura dos alimentos como escape, também influencia na escolha dos alimentos.

Dessa forma, em momentos de crise de ansiedade é mais comum a opção por comidas mais calóricas e gordurosas. Isso em razão desse tipo de alimento remeter a sensações de satisfação, para compensar a apreensão que é sentida naquele momento.

Ainda, o horário em que as refeições são feitas, como prega a crononutrição, também exerce um papel importante no controle à ansiedade. 

Por fim, é importante ressaltar que devemos nos manter vigilantes quanto essa relação. Nos casos mais graves, os transtornos de ansiedade podem desenvolver compulsões alimentares nos pacientes, e o profissional deve estar atento para fazer essa identificação e aplicar o tratamento adequado.

 

Alimentos e nutrientes que combatem a ansiedade

Assim como existem alimentos mais associados ao consumo em momentos de ansiedade, também existem os que ajudam a combatê-la.

Por isso, vamos listar alguns deles aqui abaixo, a partir de sua composição nutricional. Esses alimentos aumentam a produção da serotonina, e assim ajudam a combater a ansiedade e seus sintomas.

Confira a lista completa abaixo:

- Triptofano: o triptofano é um aminoácido. Ele ajuda justamente na produção da serotonina, que como mencionamos, é um hormônio que ajuda a combater a ansiedade. O triptofano pode ser encontrado em uma grande variedade de alimentos, como leite, ovos, carne, batata, banana, abacaxi, frutas secas em geral e muito mais.

- Magnésio: o magnésio é um mineral. Ele também ajuda no combate à ansiedade, melhorando a atividade do cérebro e diminuindo o estresse. O magnésio pode ser encontrado em alimentos como espinafre, banana, aveia linhaça, beterraba e outros.

- Ômega-3: o ômega-3 é rico em ácidos graxos que também reduzem a ansiedade. Ele aumenta a produção de citocinas, e também ajudam a combater a depressão. O ômega-3 pode ser encontrado em alimentos como salmão, atum, castanhas, abacate e mais.

- Vitaminas do Complexo B: as vitaminas do complexo B também ajudam a combater a ansiedade, pois também favorecem a produção de serotonina. Se destacam principalmente a B6, a B12 e o ácido fólico. Essas vitaminas podem ser encontradas em alimentos como aveia, grãos integrais, espinafre, couve, brócolis, banana e outros.

- Fibras: os alimentos ricos em fibras possuem diversas utilidades para quem sofre de ansiedade. Eles ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue, favorecem o bom funcionamento do sistema intestinal e propiciam a sensação de saciedade. Entre os alimentos ricos em fibras, podemos destacar o feijão, a lentilha, os grãos integrais, cereais, maçã e outros.

- Dica Extra - Mindful Eating:

O Mindful Eating deriva do conceito de Minfulness. Resumidamente, prega a ideia da atenção total às atividades que estão sendo realizadas, aumentando assim o relaxamento e combatendo outras distrações, que possam causar sensação de ansiedade. No caso do Mindful Eating, esse conceito se aplica ao ato de se alimentar.

 

Fome emocional e fome física

Quando deixamos outros fatores psicológicos nos levarem a alimentar, chamamos de fome emocional. Além da fome emocional, existe também a fome física. Esta última, representa a nossa real necessidade biológica e fisiológica de alimentação.

Um modo de tentar identificar as características que diferenciam a fome emocional da física está abaixo:

Fome emocional vs. Fome física

A fome emocional surge de repente x A fome física vem gradualmente

A fome emocional parece que precisa ser satisfeita instantaneamente x A fome física pode esperar

A fome emocional anseia por alimentos reconfortantes específicos x A fome física está aberta a opções - muitas coisas parecem boas

A fome emocional não é saciada com o estômago cheio x A fome física para quando você está satisfeito

A alimentação emocional desencadeia sentimentos de culpa, impotência e vergonha x Comer para satisfazer a fome física não faz você se sentir mal consigo mesmo

Outros pontos de identificação da fome emocional são questões que os profissionais de saúde podem fazer a seus pacientes:

• Você come mais quando está estressado?

• Você come quando não está com fome ou quando está satisfeito?

• Você come para se sentir melhor (para se acalmar, quando está triste, bravo, entediado, ansioso, etc.)?

• Você se recompensa frequentemente com comida?

• Você come além da sensação de já estar satisfeito?

• A comida faz você se sentir seguro? Você sente que a comida é uma amiga, companhia?

• Você se sente impotente ou fora de controle em relação à comida?

 

6 motivos para você fazer a pós em Comportamento Alimentar

A relação das nossas emoções e sentimentos com a alimentação é estudada principalmente pelo Comportamento Alimentar. Essa metodologia de atendimento é inovadora, e possui uma proposta de orientação completamente disruptiva.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a área do Comportamento Alimentar, vou dar seis motivos pelos quais você deveria considerar fazer um curso de pós-graduação na área aqui na Faculdade iPGS.

Veja a seguir:

1 - Primeira Pós-Graduação inteiramente dedicada ao Comportamento Alimentar no Brasil

O curso de Pós-Graduação em Comportamento Alimentar da Faculdade iPGS foi a primeira especialização no país inteiramente dedicada a este tema. Por esta razão, somos a instituição de ensino brasileira mais tradicional nesta área, o queé reforçado pelo corpo docente do curso, formado pelos maiores especialistas em Comportamento Alimentar do Brasil.

2 - Uma área que combina o estudo da Nutrição com outras disciplinas

Um dos grandes atrativos do curso de Comportamento Alimentar é o seu caráter multidisciplinar. O conteúdo programático da pós-graduação combina o estudo da Nutrição, da Psicologia, e muitas outras áreas complementares, até de Marketing. Todo esse conhecimento diversificado acaba contribuindo muito para o aprimoramento da formação e da atuação do profissional.

3 - Um tema com maior demanda atualmente dentro da Nutrição

Mais especificamente dentro da Nutrição, e também da Psicologia, a área do Comportamento Alimentar vem sendo cada vez mais procurada pelo público para atendimentos clínicos, no Brasil e no mundo. Muitas pessoas já entenderam que o verdadeiro processo de mudança do corpo começa pela cabeça, e que as tradicionais dietas restritivas normalmente acabam tendo um efeito contrário ao desejado, justamente por causa do dano psicológico colateral que seguidamente é causado.

4 – Área promissora dentro para o futuro

Justamente por essa demanda atual, e pelo alto índice de crescimento dos últimos anos, essa busca por profissionais especializados em Comportamento Alimentar deve aumentar ainda mais nos próximos anos. A cada ano que passa, mais informações e conhecimento têm circulado sobre o assunto, o que aumenta a procura e acaba, e posteriormente acaba fidelizando o público que entra em contato com este atendimento especial. Se a demanda pelo Comportamento Alimentar já está em alta hoje, no futuro será ainda maior.

5 - Mindfulness e Mindful Eating

Estudando Comportamento Alimentar, também entramos em contato com outros conceitos contemporâneos dentro da Nutrição, como Mindful Eating. Essa ideia deriva de um conceito mais amplo chamado Mindfulness, ou Atenção Plena, que expressa um estado de concentração total nas atividades e experiências realizadas. Assim, podemos melhor perceber sensações corporais e emocionais durante nossas atividades. Já Mindful Eating é o conceito de Mindfulness aplicado à alimentação. Portanto, é a ideia de concentração total na refeição que estamos realizando, sem distrações externas, e assim aproveitarmos de maneira plena a experiência da alimentação.

6 - Curso transformador para o profissional e para o paciente

Um dos grandes segredos do estudo do Comportamento Alimentar é a transformação que o curso causa no estudante. O aluno aprende um método que prega uma abordagem e um olhar diferente ao paciente, priorizando ouvir o que ele tem a dizer sobre as razões de seu comportamento e orientá-lo a partir deste entendimento, sem julgamentos ou imposições. E essa mudança de perspectiva acrescenta tanto ao paciente quanto ao profissional que faz o atendimento.

 

Especialização em Comportamento Alimentar

Como mencionado, a Faculdade iPGS possui um curso de especialização inteiramente dedicado ao Comportamento Alimentar, abordando com profundidade o assunto que debatemos aqui e muitos outros mais.

A especialização em Comportamento Alimentar proporciona ao aluno o conhecimento adequado e necessário para instrumentalizar nutricionistas e demais profissionais para realizar uma mudança efetiva e natural no comportamento alimentar dos pacientes.

A abordagem do programa é fundamentada em estratégias contemporâneas de aconselhamento nutricional, entrevista motivacional, técnicas de terapia cognitivo-comportamental, técnicas do comer intuitivo e do comer consciente, que possibilitam ao profissional conduzir no paciente o desenvolvimento de um saudável comportamento alimentar durante as consultas.

Entre as disciplinas estudadas no curso, estão Fundamentos do Comportamento Alimentar, Psicologia Aplicada ao Comportamento Alimentar, Aconselhamento Nutricional nos Ciclos da Vida, Transtornos do Comportamento Alimentar, e o Tratamento do Comportamento Alimentar em Doenças Crônicas.

Por estar gerando cada vez mais interesse no público, o Comportamento Alimentar é uma especialidade com uma demanda crescente de profissionais no mercado.

Se você pensa em fazer uma especialização para alavancar a sua carreira ainda mais, e deseja também agregar qualidade de atendimento e conhecimento científico, em um segmento da Nutrição que segue em expansão, o Comportamento Alimentar é uma excelente possibilidade.

 

FAQ: as pessoas também perguntam

O que é o Comportamento Alimentar?

Uma proposta inovadora de atendimento e aconselhamento nutricional que investiga a relação da alimentação com aspectos emocionais e psicológicos. 

Quanto tempo dura a Especialização em Comportamento Alimentar?

12 meses

Qual a relação da alimentação com a ansiedade?

Muitas pessoas que sofrem crises de ansiedade buscam desafogo em outras ações, como se alimentar, mesmo quando não há fome ou necessidade biológica para isso. 

Qual a diferença entre fome física e fome emocional?

A fome física é a que se refere à real necessidade biológica e fisiológica de alimentação, enquanto a fome emocional se refere à necessidade de satisfazer alguma outra sensação emocional através dos alimentos. 

 

Obrigado pela leitura, até o próximo post!