Artigo na Lancet aponta o impacto ambiental pela produção de alimentos

Estudo brasileiro recente indica aumento de emissão de gases do efeito estufa e consumo de água pela produção de alimentos. Não é apenas a comida no prato, ou a falta dela. Segundo estudo da Universidade de São Paulo (USP) e das universidades britânicas de Manchester e Sheffield, publicado na revista científica Lancet Planetary Health, a produção de alimentos no Brasil tem influência direta em problemas relacionados ao meio ambiente. O artigo aponta que a alimentação brasileira passou a responder por um aumento de 21% na emissão de gases do efeito estufa e 22% de pegada hídrica nos últimos 30 anos.

Os pesquisadores utilizaram como ponto de partida os levantamentos realizados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — as cinco edições cobrem de 1987 a 2018. O estudo considerou a classificação de alimentos em quatro categorias: in natura, ingredientes culinários, processados e os chamados ultraprocessados.

Eles também descobriram que, em 1991, eram necessários 9,69 metros quadrados para um fornecimento diário de mil calorias. Hoje, mesmo com todos os avanços tecnológicos, é preciso 11,36 metros quadrados — um aumento de 17%. Por fim, foi analisado o impacto ambiental de toda a cadeia produtiva, considerando as emissões de gases de efeito estufa (vilões do aquecimento global), a pegada hídrica (quanto de água é necessário até o alimento chegar à mesa) e a pegada ecológica (a área necessária para produzir o alimento).

É uma relação ainda pouco explorada quando se fala em alimentos industrializados. Em tempos de crise climática mundial, provoca discussões sobre os modelos atuais de abastecimento e a própria segurança alimentar.

Leia o artigo completo pelo link.

*Com informações do CFN

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